Após uma semana vivenciando de perto o sofrimento das famílias que sofrem com os efeitos da seca, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) avaliou de forma positiva as ações desenvolvidas até agora. Durante coletiva na manhã desta sexta-feira (01), Vilela afirmou que há as ações são insuficientes no combate à estiagem e que a situação na região é crítica, mas que o governo vai continuar promovendo ações para minimizar os efeitos da estiagem.

A medida de transferir a sede do governo para Santana do Ipanema, explicou o governador, aconteceu após uma conversa com o Ministério da Integração Nacional que alertou para a escassez de chuvas na região e o conseqüente prolongamento da estiagem.

“Não poderia ficar aqui no palácio sabendo das necessidades que o povo sertanejo passa em um momento de seca. Foi um contato proveitoso e vamos continuar a dar apoio e condições aos produtores e famílias da região”, garantiu.

Durante toda a semana, o governo divulgou ações emergências que serão desenvolvidas a curto e médio prazo, como carros-pipas para levar água às famílias, farelo para os animais, distribuições de sementes, além de assinar ordens de serviço para construção e ampliação de adutoras no Sertão e Agreste.

Ao ser questionado sobre ações futuras de combate aos efeitos da estiagem, Vilela afirmou que o governo prezou em reparar emergencialmente as necessidades e que vai investir no produtor rural, além de levar técnicos e especialistas para dar condições de sobrevivência ao sertanejo.

“A primeira intenção do governo foi chegar junto em questões emergências, como água e comida. Estamos cuidando das questões emergenciais, mas para o futuro vamos estruturar cada vez melhor as pequenas cooperativas, as associações rurais, levar técnicos para o Sertão dando orientações aos produtores, além disso, vamos colocar a Ufal [Universidade Federal de Alagoas], Uneal [Universidade Estadual de Alagoas], Ifal [Instituto Federal de Alagoas] em uma ação integrada para dar condições de sobrevivência aos sertanejos para que em secas futuras, os efeitos sejam menores”, justificou. 

Além da meta de levar água a todas as residências das cidades do Sertão até 2014, o governador disse que a quarta e quinta etapa das obras do Canal do Sertão já estão licitadas.