O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná suspendeu as atividades partidárias da vereadora Ana Maria Branco de Holleben, de Ponta Grossa. A medida tem caráter provisório e vale por 60 dias. O PT informa que ela deve se afastar dos cargos de direção partidária e também do mandato de vereadora na cidade da região dos Campos Gerais, a 110 quilômetros de Curitiba.
Ana Maria Branco de Holleben desapareceu logo após tomar posse, no dia 1º de janeiro. Familiares da vereadora comunicaram o sequestro à polícia, que envolveu o Grupo Tigre (especializado em anti-sequestro) para a apuração do caso. Mas, de acordo com a Polícia Civil, a vereadora forjou o próprio sequestro. Ela chegou a ser presa e apenas declarou que não lembrava dos fatos.
O presidente do PT no Paraná, o deputado estadual Ênio Verri, disse que a decisão oficial para a suspensão provisória veio agora, mas em janeiro o partido já havia orientado a parlamentar para que não retomasse o mandato depois de sair da prisão. "Quando começou o caso, orientamos para que ela se afastasse da Câmara Municipal. Porém, ela voltou sem que o diretório municipal tenha concluído a apuração e julgamento do caso pela Comissão de Ética. Ela expôs a história e também o partido. Por isso, por unanimidade, a comissão executiva decidiu pela suspensão provisória", afirmou.
Em comunicado emitido nesta segunda-feira, o diretório estadual do PT ainda pediu celeridade na apuração e julgamento do caso da vereadora pela Comissão de Ética no Diretório Municipal em Ponta Grossa. "Em 60 dias é possível concluir os trabalhos da Comissão de Ética e também sobra um tempo para debates, caso sejam necessários. Dependendo do resultado, a vereadora pode ser expulsa do partido", ressaltou Verri.
A Câmara Municipal de Ponta Grossa está com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em andamento para investigar a conduta da vereadora e se houve quebra de decoro parlamentar. Inicialmente, a polícia divulgou que Ana Maria teria forjado o sequestro por questões políticas. Na semana passada, em plenário, ela negou o crime e pediu para que a CPI não se transformasse em um “espetáculo”. O Terra fez contato com o gabinete da petista e com o diretório da legenda, mas não obteve retorno.









