O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), deve aglutinar na bancada governista a grande maioria dos vereadores já nos primeiros meses de mandato. Não vai existir dificuldades para isto.
A bancada - como ressalta o líder do prefeito Eduardo Canuto (PV) - ainda está em processo de formação, mas já conta com um imenso bloco dentro da Casa de Mário Guimarães.
O número deve chegar bem próximo - ou ser igual! - a quantidade de vereadores que o ex-prefeito Cícero Almeida (PSD) tinha. A diferença será a forma como esta bancada governista será orquestrada.
De acordo com Canuto, vai se evitar o “rolo compresso” para cima de requerimentos de informações do Executivo que ousem incomodar o prefeito. Na legislatura passada, o bloco do governo servia de “muro” para que cobranças não chegassem à Prefeitura Municipal.
Agora, os requerimentos - como já ocorreu na primeira sessão desta semana - serão aprovados sem dificuldades. “Houve uma discussão sobre falta de medicamentos nos postos, por exemplo. Muito bem levantada, pois há falta de medicamentos. Como líder, contatei o Executivo, busquei a respostas e vou buscar intervir com números’, explicou Canuto.
Bem, que esta de fato seja a conduta do parlamento-mirim para que não caia - dentre os muitos vícios aos quais os vereadores se submetem - na subserviência.
Afinal, foi desta forma que a Câmara Municipal de Maceió, em passado recente, se negou - quando seu dever era fiscalizar! - ter acesso à informações preciosas da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), da Secretaria de Saúde, do Iprev, dentre outras.
Os vereadores poderiam ter identificado o “caos administrativo” do Executivo municipal muito antes, mas abriram mão disto. Como abriram mão também de instalar a Comissão Especial de Inquérito da “máfia do lixo”. O poder de uma imensa bancada governista orquestrada!
Eduardo Canuto diz que o prefeito não trabalhará desta forma, nem o líder do governo na Casa. “Tenho confiança no prefeito de Maceió e motivos para acreditar em um bom trabalho. O Rui Palmeira não é um personagem, é responsável e fez um bom mandato no Legislativo e quer acertar agora no Executivo. Eu estou aqui também para ajudar e fazer o meu melhor. Contribuir com Maceió. Quero fazer um bom mandato. Sempre tenho buscado trabalhar neste sentido”, colocou ainda.
O líder - que é do PV - já contabiliza na bancada governista três vereadores do PP, um do PSDB, três do PMDB, dois do PV, um do DEM, um do PPS e um do PSB (ao menos inicialmente), o que já contabiliza mais da metade do “parlamento-mirim”.
Basicamente, com chances de ficar de fato fora de uma bancada estão o PT (um vereador) e o PSOL (dois vereadores). Canuto acredita em uma legislatura mais propositiva, com mais críticas construtivas e que vai buscar desempenhar o seu papel. Aguardemos. O histórico da Câmara - vale lembrar - não permite “cheque em branco” por parte do eleitor.
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