Membros da diretoria da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de Alagoas (Aojeal) estiveram na Corregedoria-Geral da Justiça nesta quarta-feira (27) para relatar problemas enfrentados pela categoria, no que concerne ao cumprimento dos mandados. O coordenador da Central de Mandados da Capital, Marcus Vinicius Vieira também esteve presente à reunião.
Ao Corregedor Alcides Gusmão os oficiais de justiça Danielle Torres, Gustavo Luiz Fonseca e Karine Nobre apresentaram as principais reivindicações, entre elas, a realização de concurso público para suprir a carência de oficiais no Estado e diminuir o volume de trabalho, a criação de três novas Centrais de Mandados nas Comarcas de São Miguel dos Campos, Penedo e Palmeira dos Índios, além de mais segurança para fazer cumprir as determinações judiciais.
"Trabalhamos em regime de plantão, mas muitos mandados são expedidos após o horário previsto e temos que cumprir. Não temos acesso a locais perigosos, a exemplo de favelas e grotas dominadas pelo tráfico. Uma sugestão é que os cartórios utilizem outros meios, como os Correios e o Diário Oficial para enviar notificações", disse Karine Nobre.
Já Gustavo Luiz relatou a sobrecarga de trabalho dos oficiais de justiça, que chegam a entregar 120 mandados por mês. "Queremos melhores condições de trabalho, pois já existem muitos colegas com licenças médicas por causa do estresse. O uso do SAJ melhorou muita coisa, mas ainda temos problemas", destacou.
Alcides Gusmão afirmou que o trabalho dos oficiais de justiça é essencial para o Poder Judiciário. "Em algumas profissões existem atividades inerentes, que podem trazer riscos. Por isso, enalteço o empenho dos oficiais que acompanharam a reintegração de posse em Messias. Peço que a Oejal nos envie um relatório com as reinvidicações. Quanto ao concurso vou enviar a sugestão à presidência do TJ", disse.
