O governador Teotonio Vilela não deixou barato, ontem, em Santana do Ipanema, as declarações do senador Collor de que o Canal do Sertão é obra de DNA exclusivo do governo federal,iniciada em sua gestão na presidência da República.
Ao instalar o Governo do Estado no Sertão, na terra do ex-governador Geraldo Bulhões, Teotonio creditou a GB a idealização do projeto e a construção do primeiro quilometro do Canal, com recursos estaduais.
“GB plantou a esperança, mas sozinho, e sem a ajuda do então presidente Fernando Collor, a obra parou no primeiro quilômetro”, disse o governador, para um auditório lotado de deputados, vereadores, prefeitos e agricultores sertanejos.
Segundo Teotonio, o ex-governador Geraldo Bulhões, no inicio dos anos 90, teve a “ousadia” de iniciar o projeto apenas com recursos estaduais, porque, embora Collor tivesse sido governador e estivesse naquele momento na presidência da República, “não teve a decência, a solidariedade, nem a consideração com o povo sertanejo”.
Ou seja, apesar de ter estado em Alagoas com GB, prometido mundos e fundos, Collor, presidente do Brasil, nunca enviou um centavo sequer para que a obra começasse. E quem contou pessoalmente a Vilela a “desconsideração” de Collor com o povo sertanejo, foi o próprio Geraldo Bulhões. “Prometeu muito, nunca fez nada”, teria dito GB a Vilela, numa conversa informal.
Ainda sobre o Canal do Sertão, o governador Teotonio historiou em Santana do Ipanema a sua luta, em parceria com o senador Renan Calheiros, para que o projeto não morresse, ganhasse a outorga da Agência Nacional de Água (ANA) e tivesse garantidas a inclusão do Programa Alvorada, do governo FHC, e a passagem para o PAC, nos governos Lula e Dilma.
Em suma, Collor e o Canal do Sertão não têm nada a ver. Qualquer coisa em contrária, é pura balela eleitoral.
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