O aumento do duodécimo da Câmara, que na legislatura passada foi de R$ 50 milhões, está gerando uma divisão na Mesa Diretora da Casa de Mário Guimarães. De acordo com informações apuradas pelo CadaMinuto, três vereadores querem aumentar o valor em R$ 4 milhões e outros três opinam pela manutenção do valor. Há ainda os parlamentares que não tornaram públicos os seus posicionamentos.
O CadaMinuto apurou também que, na semana passada, houve uma discussão entre dois vereadores. Os parlamentares divergiram sobre o aumento do duodécimo durante uma reunião entre membros da Mesa Diretora.
Mesmo sem falar em racha na Mesa, Wilson Júnior (PDT), suplente no grupo que comanda a Câmara, afirmou ser contra o aumento. O vereador é a favor do valor de R$ 50 milhões e disse que se houver diminuição para que o dinheiro seja investido em áreas como educação, segurança e saúde, a mudança é válida.
“Acredito que o valor de R$ 50 milhões deva ser mantido. Não sou favorável ao aumento. Reforço que se houver redução e a população seja beneficiada com isso, que assim aconteça”, disse Wilson Júnior.
Quando questionado sobre a divisão da Mesa Diretora em dois grupos, o vereador afirmou que a minoria dos membros do grupo defende a manutenção do valor.
O presidente da Câmara Chico Filho (PP) informou que os membros da Mesa ainda não se reuniram para discutir questões referentes ao duodécimo da Casa. “A Mesa Diretora está unida e trabalhando. Como ainda não recebemos a peça orçamentária, ainda não sentamos para tratar do assunto”, afirmou ele.
Indagado sobre sua opinião em relação ao aumento do duodécimo da Câmara de vereadores de Maceió, o presidente da Casa de Mário Guimarães limitou-se a dizer que defende que o valor seja referente aos 4,5% da receita líquida do município, como previsto em lei. Chico Filho disse que após a Procuradoria Geral do Município enviar o orçamento os técnicos da Câmara irão fazer os estudos necessários.
Redução
Heloísa Helena (Psol) defende a diminuição do duodécimo e diz que a Câmara tem a obrigação de fazê-lo. A vereadora afirma que aumentar o valor repassado à Casa de Mário Guimarães pode ser classificado como uma “fraude técnica” e “farsa política”.
“Diminuir o duodécimo é obrigação da Câmara com a população”, colocou Heloísa.
