Na tentativa de construir a Rede - partido que nem é de direita, nem de esquerda, nem de centro e tão difícil de definir quanto o PSD de Gilberto Kassab (por conta do processo de formação e das ideologias que envolvem) - o pastor e vereador João Luiz (Democratas) tem se empenhado em conseguir assinaturas para consolidar o novo projeto de Marina Silva.
Agora, são dois vereadores da capital alagoana envolvidos: Heloísa Helena (PSOL) - que garante que não deixará o partido, apesar do envolvimento direto na coleta de assinaturas - e o pastor João Luiz. O líder religioso do Democratas tem - inclusive - a Igreja Quadrangular de Alagoas na luta.
Ele classifica Marina Silva como “irmã” e justifica o envolvimento da Igreja Quadrangular no projeto. “Ontem uma grande equipe de nossa Igreja trabalhou pelas ruas da cidade e nós estamos aqui com mais de duas mil assinaturas para ajudar a nossa irmã Marina a lançar a Rede de Sustentabilidade”, colocou.
João Luiz gravou um vídeo e colocou nas redes sociais (aqui) chamando as pessoas “politicamente corretas” a engajarem no projeto de Marina Silva. “Se você que é uma pessoa consciente e quer ver Marina Silva realizar este trabalho no Brasil, procure a gente e assine, dê a sua documentação. Vamos ajudar o país a ter uma mulher crente, fiel e uma das 50 personalidades que pode salvar o planeta, segundo a Organizações das Nações Unidas”.
Eis o chamamento do vereador do Democratas. Como se vê, o partido (que não pode ser chamado de partido!) de Marina Silva agrega gregos e troianos (em relação a suas legendas) no apoio. Mas, estes estão sendo classificados por “puros”.
A consolidação da Rede Sustentabilidade pode viabilizar a candidatura de Marina Silva à presidência da República, numa disputa com outros possíveis presidenciáveis que já estão com os nomes postos no tabuleiro: Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) e - evidentemente - a atual presidente Dilma Rousseff (PT). Se o projeto é este, para Marina Silva é uma corrida contra o tempo.
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