Depois de 12 dias vivendo entre a tristeza e a esperança, a família de Vitória Gabriele Cardoso da Silva, 1 ano e 4 meses, teve a morte da menina confirmada na manhã desta sexta-feira. Ela ficou internada neste período na Santa Casa de Ourinhos, a 375 km de São Paulo. A criança foi atropelada no final da tarde do dia 10 de fevereiro, quando tentou atravessar a rua enquanto brincava com os colegas na frente da casa onde vivia com os pais.
Ela foi socorrida por populares e, ao dar entrada na Santa Casa de Ourinhos, foi imediatamente levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A médica que atendeu a menina se reuniu com a família no dia seguinte e informou que o cérebro dela já não respondia aos estímulos e que na visão médica nada mais poderia ser feito. A mãe contou na ocasião que a esperança era que a menina voltasse a reagir, porque os demais órgãos ainda estavam funcionando normalmente.
Cristiane Aparecida Cardoso relatou ainda que a médica garantiu que os aparelhos não seriam desligados, mantendo a esperança da família. Porém, depois de quase duas semanas internadas, a garota morreu de falência múltipla dos órgãos na manhã desta sexta-feira. O corpo passou por exames necroscópicos no final da manhã e o velório acontece pela tarde. Leonardo de Morais Rodrigues Montel, 25 anos, que reside em São Paulo e passava o Carnaval na cidade, foi identificado como o condutor do carro que atropelou a menina.
Ele chegou a ser preso durante patrulhamento policial. O veículo Honda Civic preto, com parte do capô amassado, chamou a atenção dos policiais e foi interceptado. De acordo com os agentes, na abordagem o motorista ficou nervoso e nem conseguia descer do carro. Ele contou que sabia do atropelamento, minutos depois, e admitiu ser o motorista, mas argumentou que não parou para socorrer porque achou que tivesse sido uma bola que bateu no carro quando ele passou pelo local.
O rapaz chegou a ficar por quatro dias detido na cadeia de São Pedro do Turvo, mas foi liberado e vai aguardar o julgamento em liberdade. Ele responderá por tentativa de homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e omissão de socorro.









