O embate entre o senador Fernando Collor de Mello (PTB) e o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), só deve “esquentar” até o ano de 2014. Collor fará de tudo para ser o principal opositor de Vilela, para ocupar esta posição e tirar lucro dela diante dos problemas que o Executivo enfrenta, dentre os quais a segurança pública.
Para Collor, a luz do holofote é amiga e pode garantir uma avenida que consolide sua candidatura ao Senado Federal, ou - já que se trata de Fernando Collor - até mesmo a outros postos. O senador petebista voltou aos holofotes - esta semana - por conta de uma pesquisa que ninguém detalhou: mostrou apenas o carimbado 16% da preferência do eleitorado “caso as eleições fossem hoje”.
Sabe-se que ela existe porque a imprensa falou que existe. Não foi apresentada metodologia, nem fonte, enfim... Seria interessante que ao menos a mostragem e o instituto fossem divulgados para se ter uma real noção.
Mas, a pesquisa aponta que Fernando Collor voltou como possível candidato à presidência da República. Dois coelhos com uma cajadada: primeiro surge como o “amigo dos petistas” com maior densidade eleitoral; maior que os rivais do PT (PSDB, PSB e Marina Silva). Chama atenção como possibilidade de estratégia eleitoral ou como nome a ser apoiado em Alagoas para que se evite um embate nacional. Depende do caminho escolhido pelos sábios matemáticos das ciências políticas.
Segundo ponto: mostra uma suposta densidade eleitoral nacional para um possível embate local. Faz-se a leitura de um “homem forte” com espaço ainda no país e com olhar voltado ao Estado de Alagoas. Quem quiser acredite que a pesquisa é ponto sem nó...ou então, que a divulgação dela em certos meios estratégicos é ponto sem nó...
Collor abriria mão de uma disputa paroquial em que pode ter o apoio de setores da esquerda, para confrontar estes mesmos setores no âmbito nacional? Difícil acreditar nisto. Mas, vale lembrar que Fernando Collor é o sujeito que surpreende.
Do outro lado do ringue, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) que veste dois discursos surrados: 1) “estou trabalhando por Alagoas e não me preocuparei com eleições agora”; 2) “não serei (ou: não sei se serei) candidato em 2014, tem muito tempo”. Colocações semelhantes às frases do Vilela de 2009 quando era candidato natural à reeleição e assim foi em 2010. Novidades aqui? Nenhuma.
A “cautela” é uma velha conhecida de quem tem nas mãos a máquina e pode preparar o terreno com o bônus dela, apesar do ônus. O fato de só existir uma cadeira na disputa faz com o que o tucano tenha que jogar o xadrez com muita calma, com muita paciência. Envolve muitos nomes: o senador Benedito de Lira (PP), o senador Renan Calheiros e o vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas).
Em 2007 e em 2010, Vilela - fruto das circunstâncias ou não - se saiu muito bem neste processo. E os discursos eram semelhantes ao de agora. Não sou eu que digo, mas a recente história. Administrar o embate em andamento para o chefe do Executivo, é colocar sua equipe para responder Collor. Já fez com o chefe do Gabinete Civil, Álvaro Machado e fará novamente, óbvio!
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