O secretário de Estado da Pesca e Aquicultura, Regis Cavalcante, e parte da equipe técnica da pasta entregaram, nesta quarta-feira (21), boias sinalizadoras para os módulos do programa Alagoas Mais Peixe. Os municípios contemplados foram Teotônio Vilela, Traipu, São Brás e Coruripe.

Os cultivos respectivamente beneficiados são conhecidos por Cachoeira, Traipu, Lagoa Comprida e Bonsucesso. Cada um recebeu nove boias. A entrega das boias faz parte do processo de conclusão de fornecimento de materiais equipados pelo programa. Até agora, 11 módulos já foram beneficiados.

A diretora de Aquicultura Continental da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq), Patrícia Carneiro, explica que as boias de sinalização servem para demarcar o local onde os cultivos de pisciculturas estão instalados e, assim, evitar que embarcações se aproximem dos tanques-rede. “O uso das boias é de extrema importância, pois evita o estresse do peixe causado pelo barulho de motores das embarcações e uso de algumas técnicas de pesca próximas aos tanques, além de ser uma exigência da Marinha”, disse.

Regis Cavalcante afirmou que todos os equipamentos fornecidos para o programa visam à concretização de uma piscicultura de qualidade. “Para que Alagoas tenha o pescado consolidado no mercado, é preciso investir em pisciculturas de alto padrão e a Sepaq continuará provendo assistência técnica para todos os módulos, com o intuito de garantir a eficácia do programa”.

Para o presidente da Associação dos Pescadores de Lagoa Comprida, José Cícero da Costa, o Alagoas Mais Peixe foi essencial em sua vida. “Agora eu sou autônomo e posso dizer que consegui uma estabilidade financeira, graças à implantação do Alagoas Mais Peixe e à orientação e apoio que recebemos da Sepaq”, expôs.

Seca

A seca que assola o Estado impõe obstáculos também para o cultivo de peixes. De acordo com o presidente da Associação de Pescadores do módulo de Cachoeira, Sidnei dos Santos, a estiagem provocou uma baixa de 10 metros de volume d’água na barragem em que o criadouro se encontra. “Tivemos que mudar os tanques de lugar, pois já não resta água onde os peixes estavam antes”, ressaltou.

Segundo o secretário Regis Cavalcante, a Sepaq sabe do desafio e conta com uma equipe de técnicos capacitados para driblar a seca. “É nosso dever orientar os produtores e disponibilizar todo o aparato necessário para que esse trabalho continue dando certo”.

O Núcleo de Piscicultura da Sepaq, localizado em Rio Largo, também sofre com a estiagem. O açude que abastece a estação para produção dos alevinos aos produtores do Estado teve uma baixa de quase oito metros no volume d’água. De acordo com o superintendente de comercialização, Edson Maruta, essa baixa diminui o oxigênio da água causando mortalidade dos peixes. “Para sanar o problema, estamos escavando um canal visando o aumento da área de captação d’água”, completa.