A crise vivida atualmente pelo governo de Alagoas foi tema de detabe agora  há pouco na Câmara dos Deputados. Coube ao deputado federal Paulo Fernando dos Santos (Paulão-PT) anunciar em plenário que“ a falência da gestão pública estadual em Alagoas é um fato que  requer ampla  reflexão da classe política e da sociedade em geral".

Segundo Paulão, o estado de leniência do governo alagoano diante das demandas sociais é uma questão que preocupa e entristece a todos.  Ele disse que Alagoas, mesmo com  todo o apoio que vem recebendo dos governos do Presidente Lula, anteriormente, e agora da Presidenta Dilma, parece andar para trás.

O deputado destacou que a população sabe dos investimentos feitos pelo governo e cobra respostas do poder público estadual mas tem a inércia como resposta. Ele observou ainda que isso acontece em todas áreas, principalmente na segurança pública, na educação e na saúde. Durante sua fala, o parlamentar alagoano alertou para a necessidade de a classe política tomar uma attitude com estado de desordem administrativa vivida em Alagoas.

“Não podemos calar diante de tamanho descaso. Por isso mesmo cabe ilustrar tudo isso”, protestou.

Ele declarou em plenário que o governo federal mandou para Maceió todo um aparato policial e mais a Força nacional, mas o governo do Estado não consegue reduzir os índices de violência na terra alagoana. Na visão do deputado falta planejamento real. "Falta estratégia para o combate a criminalidade”, disse.

"Desastre por completo"

Paulão revelou que a maioria das escolas estaduais está fechada e o ano letivo de 2012 foi perdido. "O pior é que o governo de Alagoas parece não ter noção do crime que comete contra gerações inteiras de jovens alagoanos que poderiam estar em salas de aula, mas acabam nas ruas expostos à marginalidade”, alertou o deputado.

Também acusou que na saúde o caos está estabelecido. E citou o fato de esta semana uma família ter batido à porta do Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito em uma  criança de 10, que fora estuprada pelo padrasto.

Segundo ele, para a tristeza geral a familia não foia tendida porque o IML simplesmente  está fechado.,assim como os centros de saúde. Ele também citou o descaso com que o governo alagoano trata a greve dos médicos, que já dura mais de 60 dias.

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