O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu à Justiça a quebra dos sigilos fiscal e bancário do presidente da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, Ivo Meirelles. Ele é investigado por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. O MP também pediu a quebra de sigilo das contas bancárias que estão sob o nome da Mangueira.

O objetivo do pedido, segundo a promotora Vera Regina de Almeida, é verificar a evolução patrimonial de Meirelles enquanto ele esteve na diretoria da escola de samba, além das transferências realizadas.

O MP já recebeu as informações das contas bancárias referentes aos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Foram identificadas seis contas no nome de Meirelles e 54 no nome da Mangueira, das quais o presidente aparece como representante. A partir desses dados, a Promotoria pediu ao Juízo da 39ª Vara Criminal para verificar possíveis irregularidades desde a posse de Meirelles como presidente, em abril de 2009, até dezembro de 2012.

O dirigente da escola de samba foi indiciado pela Polícia Civil por associação para o tráfico de drogas após uma investigação motivada por uma denúncia anônima feita em 2010. Os traficantes Francisco Paulo Testas Monteiro, conhecido como Tuchinha, e Alexandre Mendes da Silva, o "Polegar", sobrinho de Tuchinha, teriam recebido dinheiro da Mangueira - cerca de R$ 150 mil por mês. Em troca, os traficantes teriam ordenado a escolha de Meirelles como presidente da escola, além de indicarem outros membros da diretoria.

Ivo Meirelles não se pronunciou sobre o pedido do MP, segundo a assessoria de imprensa da Mangueira. O advogado do presidente da escola, Sergio Riera, não atendeu aos telefonemas