A vereadora Heloísa Helena (PSOL) cobrou da Prefeitura Municipal de Maceió os nomes dos responsáveis pela ingerência no CORA para a marcação de procedimentos nas unidades de Saúde.

O CORA - na gestão passada - foi utilizado com a influência de políticos e líderes comunitários que tinham acesso ao sistema por meio de uma senha. Com isto, consultas e outros procedimentos eram marcados com fins eleitoreiros ou troca de favores, o que acabou gerando filas quilométricas no sistema.

A atual administração do prefeito Rui Palmeira (PSDB) detectou o problema. Como primeira medida se centralizou a senha do CORA nas mãos apenas da Secretaria Municipal de Saúde justamente para evitar as ingerências políticas.

Dentre os políticos que tinham influência sobre o CORA estão - segundo informações de bastidores - alguns vereadores que indicaram cargos comissionados para trabalhar nas estruturas da pasta da Saúde. O problema é responder a seguinte pergunta: “quem são eles?”. Ou ainda: “quem eles pensam que são?”.

Seria interessante um edil corajoso (pois é claro que há quem saiba dentro da Câmara), ou então coragem da administração municipal, pois se sabe da pressão que foi feita na pasta da Saúde. O silêncio também é omissão e covardia neste caso.

Pequenos “deuses” para lidar com as vagas disponibilizadas no sistema de Saúde municipal. Os apadrinhados sobrevivem. Os demais: a sorte de um dia chegar a vez. A vereadora Fátima Santiago (PP) elogiou a medida do novo prefeito de centralizar a senha e destacou os problemas de ingerência.

Heloísa Helena também falou sobre o problema. “Se administração municipal detectou que há ingerência tem que identificar quem são estas pessoas. Quem são estes políticos que usam o CORA para outros fins. Se tem que se diga o nome, porque a sociedade precisa conhecer”.

A vereadora Silvânia Barbosa (PPS) chegou a afirmar que foi procurada por uma usuária do sistema de Saúde em Maceió. “Ela me disse que a senha do CORA ficava nas mãos de uma filha de um líder comunitário”, colocou. Ou seja, daí se observa a seriedade do problema e como a Saúde municipal foi tratada na gestão passada. Absurdo!

Agora, vale a ressalva: se os políticos usaram as senhas no ano passado com fins eleitoreiros é porque eram pessoas concorrendo aos cargos de vereador, alguns buscando a reeleição. Por esta razão - lógica simples! - o assunto nunca foi debatido profundamente na Câmara Municipal de Maceió na legislatura passada. Entenderam?

Os políticos que usavam da ingerência em proveito próprio podem ser alguns ‘felizardos’ que estavam sentados nas cadeiras de vereador. Olha só! Logo o problema não é o CORA, mas a gestão deste.  

Heloísa Helena ressaltou que vai cobrar da Prefeitura - por requerimento - o nome dos que tinham acesso às senhas do CORA.

 

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