Três das maiores forças políticas de Alagoas, que durante os últimos anos já foram aliados e adversários, podem unir forças visando conseguir atingir os objetivos políticos de cada um. O governador Teotônio Vilela Filho e os senadores Renan Calheiros e Benedito de Lira.
Simpatizantes dos partidos dos três envolvidos trabalham na composição de uma chapa que englobaria os grupos, e que hoje seria formada pelo deputado federal Renan Filho ao governo, pelo deputado estadual Joãozinho Pereira ( Indicado por Benedito de Lira) como vice e o apoio ao governador Teotônio Vilela Filho para o Senado.
A chapa marcaria o retorno da parceria entre Téo e Renan e contemplaria Benedito de Lira, com uma parte considerável do Executivo, além do planejamento da formação de uma forte bancada, tanto no campo estadual como no federal.
A proposta surgiu de dentro do Palácio dos Palmares, e teve início com a reaproximação política entre Téo e Renan, que poderá ser consolidada na visita que Dilma Roussef irá fazer em Alagoas, em face da inauguração de um trecho do Canal do Sertão.
Durante o encontro, governistas trabalham com a hipótese, de que Renan retribua o apoio dado pelo governador na eleição a presidência do Senado do pemedebista. Téo confirmou que ligou pessoalmente a senadores do PSDB, pedindo voto para Renan.
Problemas para a coalizão
Mas a composição desta chapa pode não ser tão simples assim, tanto Téo, como Renan teriam que trabalhar com aliados que se opõe a esta composição. No caso do governador, o grupo dos Toledos e no caso do senador, seu irmão, o deputado estadual Olavo Calheiros e boa parte do PMDB e PT, seu aliado local.
E os dois maiores problemas para que esta composição aconteça, são, respectivamente, o senador Fernando Collor, que hoje é aliado de Renan e já anunciou candidatura ao Senado, contra Teotônio Vilela Filho.
E principalmente, o vice-governador José Thomaz Nonô, que estará a frente do governo durante o processo e não esconde de ninguém o desejo de ser candidato a governador.
Por enquanto, todos os envolvidos negam publicamente qualquer composição visando 2014, e adotam o discurso de que ainda falta muito tempo para eleição, mas, as composições andam a pleno vapor, e a eleição de 2014 pode apresentar um novo chapão, e consequentemente, um “novo” quadro político em Alagoas.
