O primeiro encontro entre o consagrado Seedorf e a promessa Rafinha, a estreia de Carlos Eduardo com a camisa 10 do Flamengo e o esquema sem volantes de origem por parte do Botafogo foram alguns dos atrativos que fomentaram o clássico deste domingo, no Engenhão, fora das quatro linhas. Dentro de campo, por sua vez, Hernane decidiu para o Rubro-Negro, marcando o único gol da partida. Ele disparou na artilharia da competição, com oito gols em sete jogos.

Com 19 pontos, agora, o Flamengo é detentor da melhor campanha da Taça Guanabara e já conseguiu a vantagem para a fase final da competição. O Botafogo, por sua vez, permanece como líder do Grupo A, mas apenas com um ponto de vantagem sobre o Vasco.

Na última rodada da Taça Guanabara, o Flamengo pegará o Olaria, em Macaé, enquanto que o Botafogo irá enfrentar o Boavista, no Engenhão. Ambos os jogos acontecerão no próximo domingo.

GOLEADOR DEFINE NOS PRIMEIROS 45 MINUTOS

O faro de gol de Hernane já não uma novidade na Taça Guanabara, mas Júlio César, que fazia o primeiro jogo como titular, titubeou e deixou o camisa 9 abrir o placar logo aos três minutos. O desvio com o pé-esquerdo após cabeçada de González não só colocou o Flamengo à frente como também incendiou a equipe.

Envolvente, rápido e com toques de primeira, o Rubro-Negro envolvia o Botafogo logo no começo da partida. Naquele momento, os improvisados Fellype Gabriel e Júlio César não conseguiram encaixar a marcação atrás. Apesar de um chutaço na trave do camisa 11 alvinegro, foi o Flamengo que quase ampliou com Rafinha, mas Jefferson foi providencial.

O ritmo alucinante do Rubro-Negro, por sua vez, não foi mantido ao longo dos primeiros 45 minutos. Foi nesse momento, em torno dos 25 minutos, que o Botafogo tentou equilibrar a partida. Bruno Mendes e Seedorf, inclusive, ameaçaram a meta do rival, mas Felipe evitou os gols.

Enquanto Seedorf era o responsável pelas principais jogadas de ataque do Glorioso, no Flamengo, Rafinha e Elias puxavam os contra-golpes. Carlos Eduardo, o camisa 10 do Fla, ainda estava perdido, procurando encontrar a posição dele em campo. Na etapa inicial, foi apenas discreto.

JOGO PARA RAFINHA

O segundo tempo começou com alterações nos dois times. No Flamengo, Carlos Eduardo, que atuaria no máximo por 60 minutos, deu lugar a Rodolfo. Já no Botafogo, Bruno Mendes deu lugar a Sassá. Em termos táticos, a mudança no Rubro-Negro alterou a maneira de o time atuar. Isso porque, Rodolfo é um meia que atua mais recuado e ajuda na recomposição. Sassá, por sua vez, fica mais preso à área, atuando de maneira semelhante a Bruno Mendes.

Diferentemente do início do primeiro tempo, os times não imprimiram muita velocidade. O Botafogo procurou a tocar a bola no campo de defesa, evitando a ligação direta ao ataque. O Rubro-Negro, por sua vez, procurou ter mais posse de bola e investiu nas bolas alçadas na área.

Com a vantagem no placar, o Flamengo ensaiava um contra-ataque para decretar a vitória. E ele aconteceu aos 18 minutos, mas foi concluído com muita displicência. Após ótimo passe de Rafinha, Rodolfo avançou sozinho até a grande área, driblou Jefferson e, apesar de o gol aberto, mandou por cima.

Sem ameaçar a meta de Felipe, o Botafogo teve de se atentar às jogadas rápidas do rival puxadas por Rafinha. Apesar de conseguir trabalhar mais a bola no ataque, a equipe errava o passe final.

Naquela altura do duelo, o camisa 11 rubro-negro já havia dado passes par Hernane e Ibson definirem a partida. Às costas de Márcio Azevedo, o atacante ganhava campo e não era parado pelo rival.

Apesar das chances desperdiçadas, o Flamengo administrou a vantagem até o fim, mantendo a invencibilidade na competição. São, agora, seis vitórias e um empate.