Equilibrar aquilo que o município arrecada e recebe de recursos do Governo Federal com as despesas de administração é o principal objetivo do chamado “ajuste fiscal”, que costuma resultar em saldos positivos já nos primeiros meses de gestão.

 

Considerado a principal ferramenta para solucionar a crise que se instalou sobre os municípios que decretaram emergência por conta da situação encontrada após as últimas eleições, o ajuste começa a dar sinais de sua eficiência já em municípios do interior de Alagoas e aguarda a conclusão dos levantamentos dos balancetes em Maceió para ser colocado em prática também na Capital.

 

O Deputado Federal João Lyra (PSD) destaca a importância de se manter a transparência das contas públicas visando o desenvolvimento dos municípios baseado na economia de mercado e na valorização humana. “Com as contas em ordem podemos gerar riqueza e desenvolvimento, sem os quais não se erradica a pobreza”, destacou o deputado.

 

A delicada tarefa de perceber onde é possível cortar gastos e manter pagamentos em dia tem tirado o sono de muitos gestores. Para o prefeito de Satuba, Paulo Acioly (PSD), o caminho até um mês considerado tranquilo ainda é longo.

“Temos como meta utilizar 80% de nosso orçamento para manter a cidade funcionando dentro do que manda a Lei, o restante dos recursos serão destinados aos pagamentos que ficaram pendentes e estamos negociando no decorrer dos meses”, disse Paulo Acioly.

 

O administrador ainda acrescentou que atualmente o município tem contas “impagáveis”, como por exemplo a de energia elétrica, que soma o acumulado de mais de R$ 1 milhão.

“Nos comprometemos como a Eletrobrás de não atrasar mais as contas e encontrarmos juntos uma solução para as que estão com mais de seis meses de atraso”, comentou o prefeito. “Ela será paga já com o resultado que teremos do ajuste fiscal que estamos desenvolvendo”, concluiu o Acioly.

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