A Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic) continua as buscas pelo ex-prefeito de Palestina, José Alcântara Júnior. O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) denunciou no último dia 5 o ex-prefeito e outras 14 pessoas suspeitos de participarem de um esquema de desvio de verba pública.

A delegada Ana Luíza Nogueira, titular da Deic, disse ao CadaMinuto nesta quinta-feira (14) que as buscas continuam. “Nossas equipes continuam realizando diligências para tentar prender o José Alcântara, mas até agora não conseguimos pistas de onde ele está. Já se passaram quase dez dias e as buscas continuam”, afirmou.

O ex-prefeito e outras 14 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público suspeitos de participarem de um esquema de fraude de licitações e desvio de verbas entre os anos de 2009 e 2012, período que José Alcântara esteve à frente da prefeitura.

Alcântara é apontado como o chefe da organização criminosa e liderou um grupo de ex-funcionários que trabalhavam na Comissão Permanente de Licitação - Manoel Messias da Graça, Fernando Jorge Miranda dos Santos, José Vanildo dos Santos, Francisco de Assis Ferreira, Luciano Lucena de Farias e Francisco de Assis Costa da Silva - e nas Secretarias de Assistência Social, Saúde, Finanças, Administração, Educação e Obras e Urbanismo – Crizélia de Melo Alcântara, Elysson José Damasceno Gomes, Gedilson Costa da Silva, Djalma Alencar da Silva, Ana Paula Oliveira Souza e Eumanio Melo da Silva, respectivamente.

Também fizeram parte do esquema ilícito os empresários Alberto Rodrigues de Oliveira, sócio da Construnorte Construções e Serviços LTDA e Eraldo do Leite, representante legal da mesma empresa.

As investigações do Gecoc começaram em 2012 e, após a análise de farta documentação aprendida durante cumprimentos de mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital e pelo Juízo da comarca de Delmiro Gouveia, ficou comprovado que vários processos foram dolosamente manipulados e fraudados nos anos de 2010 e 2011, o mesmo tendo acontecido nas licitações realizadas entre os anos de 2008 e 2010. O valor do prejuízo somou R$ 762.432,90.

Contra Júnior Alcântara, o MPE apresentou denúncia o acusando do cometimento do crime de fraude em licitação por seis vezes. Ele também teria praticado, por 100 vezes consecutivas, o ilícito de apropriação de bens ou rendas públicas ou desvio de dinheiro em proveito próprio ou alheio, por 31 vezes, o crime de falsificação de documento particular e, por 33, o uso de documento falso. A falsidade ideológica teria sido cometida por ele em seis ocasiões e por todas essas acusações, ele recebeu a acusação de chefiar o esquema criminoso.