O senador alagoano Renan Calheiros (PMDB) se consolidou - na última década - como um dos políticos mais influentes do país. Foi um dos “homens do presidente” na gestão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e segue no “cargo” da gestão de Dilma Rousseff (PT).
Tanto que teve apoio de parcela da militância petista ao enfrentar as denúncias que surgiam na imprensa quanto a sua conduta de senador. Óbvio: Renan Calheiros se tornou alvo fácil no momento em que articulou - e saiu vitorioso - seu retorno à presidência do Senado Federal.
Mas Renan Calheiros soube proteger seu “teto” (seja ele de vidro ou não; quem dirá é a Justiça diante das acusações feitas) e sentar novamente na cadeira de presidente da Casa. Porém, a pressão não acaba por aí. Julgando pelo início de seu biênio, Calheiros terá constante pressão de parcela da opinião pública e deve rezar para não encarar novos escândalos de repercussão.
Calheiros sabe bem o que é uma crise. Seu retorno ao Senado Federal não deixa de ser uma “volta por cima”. O que tem causado incomodo agora é a petição online que atinge a marca de mais de 1,4 milhões de assinaturas. Não é um documento que resulte em cassação (e nem pode!), pois se trata de um mandato eletivo.
Mas, é inegável a pressão política que faz no mandato de Calheiros, que sofreu protestos na entrada para o Senado Federal, no dia da eleição. Mesmo que sem poderes, como afirma o próprio coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Marlon Reis, se abre uma discussão importante pela quantidade de assinaturas que são correspondentes às necessárias para o trâmite de um projeto.
“Ainda que só pela petição um senador não seja obrigado a sair, ela tem um valor político muito importante. Ela provoca o Senado e a classe política. O processo de cassação em si também é político”, disse Marlon Reis, em recente entrevista ao Congresso em Foco. Não dará em nada, mas acende uma discussão que pode incomodar o Senador. Será? Eles se incomodam com algo?
Vale lembrar que Renan Calheiros é acusado de crimes pela Procuradoria Geral da República, mas não foi julgado. Portanto, o assunto deve ser tratado sem os prejulgamentos, nem pode recair sobre o peemedebista as consequências da Ficha Limpa, ao menos enquanto não julgado.
Em todo caso, fica claro que parcela da sociedade - significativa - questiona a conduta do senador Renan Calheiros. Logo, as beatas peemedebista podem ir mais devagar com o andor.
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