Foliões vestidos com pijamas, usando travesseiros, toucas de dormir, muitos equipamentos para fazer barulho e uma corda de nylon azul. O bloco A Corda está muito cedo pelas ladeiras de Olinda usando o duplo sentido de se organizar em torno de uma corda e fazer de tudo para acordar aqueles que dormem no sítio histórico, tomado por turistas-foliões, em casas alugadas especialmente para a festa.
Desde 1994, o bloco tem uma tradição a seguir: reunir foliões em torno da brincadeira. O figurino é roupa de dormir e o instrumento deve ser barulhento. Valem megafones, tambores, cornetas comuns em estádios de futebol, buzinas e panelas. Há ainda uma orquestra de frevo que toca música conhecida por ser bastante elétrica. Os foliões se encontram cedo na ladeira da Misericórdia, se organizam dentro de uma corda e saem fazendo barulho.
O percurso é variável. O bloco gosta de tirar os foliões da cama, mas só entram nas casas e pousadas que são convidados. Normalmente é um “amigo” da casa que utiliza o bloco matinal para brincar com seus colegas de folia. “Pode dormir, pode cochilar, que o seu sono nós vamos atrapalhar”, repetem em refrão até ir para a rua, novamente, em festa. O som é interrompido quando se observa um novo cúmplice chamando o bloco para acordar seus colegas. Eles entram em silêncio e só voltam a fazer barulho dentro da casa das vítimas.
O horário e o local da saída foram alterados este ano. Antes era na Ladeira da Misericórdia às 7h, mas como o horário é bastante apropriado para inserções nos jornais matinais, a assessoria de imprensa tratou de fazer algumas mudanças. O bloco entrou no Bom-dia local e ainda teve uma inserção no Globo News antes de sair naturalmente pelas ladeiras.









