Domingo (10), segundo dia de carnaval, muitas pessoas ainda viajando para aproveitar o feriado até o final e outras apenas buscando aproveitar o dia antes de voltar para casa. Independente de como irão aproveitar o carnaval, alagoanos movimentaram e congestionaram os litorais norte e sul do Estado.

Quem pensava em seguir para o litoral norte, encontrou um movimento intenso desde o bairro de Cruz das Almas, se alongando até as cidades desejadas, como Paripueira, Porto de Pedras até a Barra de Santo Antônio, onde nesta região o fluxo de veículos é mais tranqüilo.

De acordo com agentes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), o movimento é sempre intenso no segundo dia de carnaval, o que deve diminuir neste segunda-feira, voltando a ganhar intensidade apenas na quarta-feira de cinzas.

No litoral sul foi da mesma forma. Desde as imediações da praia da Avenida, tendo como ápice a Ponte Divaldo Suruagy, o trânsito se mostrava lento, mas, tende a diminuir entre a tarde e noite de domingo.

Porém, um fato pouco comum, foi a quantidade de motoristas vindo em direção a capital alagoana, ou saindo do litoral norte para o sul. Segundo o bancário Fábio Mariano, que é alagoano mas mora em Recife, a tranqüilidade da capital é uma grande opção.

“Maceió melhorou muito com relação a estrutura e rede hoteleira. Então, as pessoas tendem a passar dias por aqui. Esse feriado de carnaval é uma grande oportunidade de aproveitar os dias, sem muitos transtornos e confusões. Eu preferi fugir da folia de Olinda e das cidades do interior de Alagoas, que já curti muito, para aproveitar aqui”, disse.

A presença de alagoanos e turistas em Maceió, se dá também pela questão da intensidade na aplicação da Lei Seca. O CadaMinuto questionou dois foliões sobre o que mudou com a implantação e intensificação da lei, principalmente durante o carnaval.

“Eu já passei muito carnaval fora, curti muito, já bebi, peguei estrada. Graças a Deus nada aconteceu, mas é melhor evitar problemas maiores. Então, preferi ficar por aqui mesmo”, afirmou Juliano Pereira, vendedor.

Já o comerciante Antônio Francisco, afirma que mescla as coisas boas que o carnaval tem a oferecer. “Eu procuro mesclar. Vou para a praia, me divirto, depois volta para a casa e tomo minha cerveja. Não é a mesma coisa que viajar, mas também é prazeroso e mais seguro”, disse.