Após o confronto durante o jogo CRB e Santa Cruz, o Ministério Público Estadual quer punições mais severas para os torcedores e torcidas organizadas que praticarem atos de violência dentro dos estádios de futebol. A briga entre as torcidas deixou diversas pessoas feridas entre elas, uma criança de seis anos, e reacendeu a discussão sobre a segurança dentro dos estádios.

No entanto, o representante da torcida organizada Comando Vermelho, do CRB, João Correia afirmou que cada torcedor tem que ser responsável pelo seu ato e não penalizar as torcidas organizadas. Correia defendeu que o conflito, ocorrido ontem, foi fruto de uma falha da Polícia Militar, já que as torcidas ficam separadas por uma distância de apenas 500 metros.

“Não é possível que várias pessoas passaram de um lado para o outro, em uma distância de 500 metros e não tenham encontrado nenhum policial durante o caminho que pudesse evitar o confronto”, emendou Correia.

Ao ser questionado sobre a posição do Ministério Público, o representantes do Comando Vermelho frisou que nenhuma ação é realizada com os torcedores para acabar com a violência dentro dos estádios. Segundo ele, mesmo com as reuniões na sede do MP, os órgãos públicos não apresentam nenhuma medida para acabar os brigas.

“Nós temos reuniões o ano inteiro com a Polícia Militar e com o Ministério Público, e em nenhuma delas a Federação Alagoana está presente para discutir a questão da segurança. Infelizmente as pessoas esperam acontecer alguma desgraça para poder arranjar um culpado. Não tem que procurar um culpado e sim soluções”, completou Correia.

Sobre os torcedores que participaram das agressões, Correia disse que até o momento não teve informações de que membros da torcida organizada do CRB estariam envolvidos na confusão, mas que se assistisse às imagens poderia identificá-los.

O Estatuto

O Estatuto do Torcedor proíbe ainda a entrada de torcedores com bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas, bebidas e substâncias proibidas ou suscetíveis de incitar a violência e fogos de artifício. O texto possibilita processo civil e criminal contra torcedores que invadam o campo.

O projeto também menciona a proibição de entoação de cânticos discriminatórios, xenófobos ou racistas. As torcidas organizadas passam a responder de forma solidária caso um associado cometa danos ao local do evento, imediações ou no trajeto de ida e volta do estádio.