O Brasil e as suas jabuticabas sempre presentes! Em Alagoas, um grupo de vice-prefeitos - coordenados pelo vice de Viçosa, Manoel dos Passos Vilela, o Vô - querem formar uma associação. Já tem até nome: Associação dos Vice-Prefeitos do Estado de Alagoas (Avipal).

A luta é para tirará-la do papel e conseguir dar visibilidade política à entidade, que funcionária no estilo de sindicato representando a categoria. Nem a comparação com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) cabe. Afinal, a AMA é uma entidade com o objetivo de representar - está no nome! - os interesses dos municípios e não, necessariamente, dos prefeitos.

Mas, há vice-prefeitos que se sentem desprestigiados nas administrações. Muitos, são deixados de lado por sua própria condição de “vice”. Entretanto, a pergunta é: qual seria a importância de uma associação neste caso? O documento assinado por Manoel Vilela é direto na resposta: “sugestões para sairmos do marasmo e do esquecimento pelos quais passam os vice-prefeitos do Estado de Alagoas”.

Querem ser lembrados!

“É de nosso conhecimento que existem em nosso Estado diversas associações de classes de trabalhadores a exemplo de: prefeitos, vereadores, magistrados, advogados, procuradores, sem-terras, radialistas, jornalistas, pescadores, motoristas, taxistas, paliteiros, comerciantes, além de outras existentes por este Brasil”, coloca Manoel Vilela. Por isso, os vices querem a sua.

Vilela ainda destaca que os vice-prefeitos pouco se conhecem por falta de reuniões e entrosamento acima de tudo. Precisam estar mais juntos para discutir assuntos de interessa da classe. Manoel Vilela ainda traz a pérola: “como vereador recebíamos (sic) congratulações, cartões de natal e outras formas de correspondência, o que não aconteceu comigo na qualidade de vice-prefeito”. Confesso, bateu tristeza e dó. Só isto já justifica a formação da associação. Em alguns momentos, funcionária como grupo de apoio.

“Esperamos que com a consolidação de nossa entidade tenhamos mais aconchego”, coloca. Bem, desde que não recebam dinheiro público por meio de convênios que - muitas vezes! - sustentam bem e demais certas associações de políticos, eles podem sim formar a associação e realizar reuniões semanais para dividir o fardo de ser vice. Tarefa árdua cansativa que cai no esquecimento. Trabalho hercúleo que faz o homem chegar ao fim do ano sem cartão de Natal.

Mas, por que não uma associação? Por que não a Avipal? Claro. Pode ser até que saiam ideias úteis para o município. Que os associados tirem do bolso. De seus salários. No mais, a ficha de adesão já percorre o Estado. A primeira reunião já é prevista para março ou início de maio. Toda sorte aos neo-associados!  

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