De acordo com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), uma saída para as prefeituras municipais - muitas delas decretando situação de emergência diante de supostos caos administrativos e problemas com recursos - é a política do “ajuste fiscal”. A mesma que foi adotada pelo Executivo estadual, em 2007, e que - na visão do governador - fez com que Alagoas recuperasse a credibilidade junto ao Governo Federal e atraísse indústrias.

Vilela fez de sua gestão - portanto - o exemplo no encontro com os prefeitos alagoanos. Resta saber, se os erros do Executivo estadual entram em pauta também. Dentre eles, a morosidade para tomada de algumas decisões, apesar do Alagoas Tem Pressa. O governador tucano fez questão ainda de frisar o sentimento “republicano” que - novamente segundo ele - tem pautado o governo do Estado. “Nunca perguntei se um prefeito votou em mim ou não. Ao atender um prefeito estou atendendo ao povo do meu Estado, ao povo alagoano”, colocou.

De acordo com o governador - em um primeiro encontro com vários prefeitos após o pleito de 2012 - o espírito é tratar os chefes de Executivo com “visão de governante e não de candidato”. Frase que deve servir de norte para uma cobrança. Afinal, Vilela surge como um nome natural na disputa pelo Senado Federal, possivelmente rivalizando com o atual senador Fernando Collor de Mello (PTB).

“Sou democrata por formação e convicção e no governo do Estado tenho adotado a prática republicana”, sentencia o tucano. A lembrança vem associada ao conselho do gestor estadual: “prefeitos iniciantes: façam ajuste fiscal, invistam em arrumar a casa, preparem condições para parcerias e investimentos”. Por sinal, sempre faltou visão empreendedora para a maioria dos prefeitos alagoanos. Não é o único, mas é um dos motivos pelos quais vivem com o “pires nas mãos” e eternamente choramingando convênios - muitas vezes sem conseguir sequer elaborar projetos - ou repasses.

Muitas cidades alagoanas possuem potencial incrível e esbarram na incompetência, irresponsabilidade ou falta de vontade política de alguns gestores. Também é pecado deixar a burocracia e a morosidade ser um entrave. Vilela poderia estar mais atento a isto. Afinal, Alagoas tem pressa.

O governador - ainda ao falar aos prefeitos - fez questão de lembrar dos “repasses regulares dos recursos devidos aos municípios”. Frisou que nunca atrasou salários e que não deve a fornecedores. Frases já conhecidas de quem acompanha as coletivas de Teotonio Vilela Filho. “Em 12 meses nosso governo organizou finanças, recuperou confiança do Estado junto ao governo federal, órgãos internacionais e comércio local”, disse Vilela. Porém, demora demais em dar respostas a problemas graves como no caso da segurança pública.

O tucano frisou a importância da unidade de pensamento em políticas para o bem-comum. É óbvio que é uma necessidade. Isto corresponde a desarmar palanques e deixar para discutir eleição na hora certa. “Em seis anos de gestão, posso afirmar que há muito o que se comemorar em Alagoas, junto ao povo, aos municípios”, frisou. Eu digo: há mais ainda para se fazer. A Terra dos Marechais ainda anda distante do sonho do desenvolvimento econômico. Que este seja o sentimento que mova os chefes do Executivo - do estadual também: empreender um Estado melhor. Prefeitura não pode ser quintal.  

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