Ainda com a roupa de treino, Dênis Marques se pronunciou pela primeira vez desde que acertou o retorno ao Santa Cruz. Esperado para ser o dono da camisa 9, o atacante tem uma vaga de praticamente assegurada quando estiver 100% fisicamente. Se ele tem o posto de titular, a briga para compor o ataque a seu lado envolve, entre outros jogadores, dois amigos: Philco e Flávio Caça-Rato.

- Isso aí (a escolha do parceiro no ataque) é critério do professor (risos). Tenho um carinho muito especial pelo Philco, pelo Caça-Rato e também pelo Maizena, como outros. Tenho um carinho muito especial pelo Philco e ele frequentava muito a minha casa quando eu jogava no Atlético-PR e ele era da base de lá. É um amigão meu. O Caça-Rato foi um amigo que eu fiz aqui no Santa Cruz desde o ano passado. É normal ter mais amizade com um ou outro em um grupo grande como é esse do Santa Cruz. Mas nessa briga aí eu não me meto. Quem decide é o Marcelo.

Enquanto trabalha para ficar em forma e poder jogar, Dênis Marques revelou que outros clubes fizeram propostas por ele.

- Não estou sem mercado. Propostas apareceram sim, inclusive para fora do Brasil. Foi uma opção minha segurar e não aceitar nenhuma proposta. O Santa Cruz chegou para mim, conversamos e fizemos um acerto. Falo mais uma vez que não foi o dinheiro que me fez voltar e sim, o carinho que eu criei por esse clube.

No desembarque do Santa Cruz após a derrota para o Águia de Marabá-PA, que culminou com a eliminação precoce do time coral na Série C, Dênis Marques foi alvo da ira da torcida. Naquela oportunidade, moedas foram atiradas contra o artilheiro. Já no seu retorno, o torcedor foi só elogios. Dênis compreendeu a reviravolta no comportamento e falou do carinho da torcida.

- Estou ansioso e já estou há algum tempo parado. Tenho que ralar um pouco para poder voltar bem. O torcedor é assim mesmo, é emoção pura. Eles me trataram assim porque eu tive mais momentos bons do que ruins aqui. Isso é normal.

Agora, Dênis Marques terá que compreender ainda mais o torcedor. Afinal, neste período de adaptação, ele também vai se transformar em um membro da torcida tricolor. O atacante disse que nem acompanhou a vitória contra o Feirense-BA e que não gosta de ver os jogos no estádio ou pela televisão.

- Eu não vi o jogo contra o Feirense-BA. E não gosto de ver jogos, porque sempre quero fazer algo e não posso. É muito pior. Mas agora tenho que ter a paciência de um torcedor. Mas espero que esse momento de torcedor seja breve, porque eu quero voltar logo.