A III Conferência Internacional "Pelo Equilíbrio do Mundo", dedicada à figura do herói cubano José Martí, foi inaugurada nesta segunda-feira em Havana com a entrega do prêmio da Unesco que leva seu nome ao teólogo brasileiro Frei Betto.
A reunião tem entre seus convidados os ex-presidentes do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), da República Dominicana Leonel Fernández (1996-2000/2004-2012) e da Guatemala Álvaro Colom (2008-2012), o titular do Senado da França, Jean-Pierre Bel, e o Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel.
A diretora geral adjunta da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Pilar Álvarez Lazo, ressaltou que o Prêmio Internacional José Martí, criado em 1994, foi concedido a Betto em reconhecimento de "sua atividade particularmente meritória pela unidade e integração dos países da América Latina e do Caribe e a preservação de sua identidade, de suas diversas tradições culturais e valores históricos".
Pilar afirmou que Frei Betto, de 68 anos, foi eleito "em virtude de sua obra intelectual e sua prática social a favor das mais nobres causas no mundo, que coincide com o ideário profundamente humanista e justiceiro" de José Martí (1853-1895).
O frade dominicano brasileiro considerou "uma honra" receber este prêmio em Cuba que não se tratou de "um mérito pessoal", mas mérito das "pessoas com as quais trabalhou há 50 anos".
A Conferência, que será realizada até a próxima quarta-feira, é organizada pelo Escritório do Programa Martiano e a Sociedade Cultural José Martí de Cuba, com o apoio da Unesco, da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, e outras instituições cubanas e estrangeiras.
A programação da reunião conta com conferências, trabalho em comissões e em plenário, um Fórum Juvenil, o simpósio "A Unesco por uma Cultura da Natureza", uma oficina sobre heróis e pensadores da América, uma mesa-redonda intitulada "Em Defesa da Humanidade", e um colóquio sobre bioética e desenvolvimento.
O ex-presidente dominicano Leonel Fernández iniciou o ciclo de conferências magistrais com o tema "Técnicas dos golpes de mercado", no qual abordou a crise econômica mundial.
Fernández reconheceu "o impacto" desta crise na estabilidade política de países industrializados da Europa, nos Estados Unidos e no Japão, onde foram geradas situações de "ingvernabilidade democrática, algo visto como impossível, impensado no século passado".
Os debates farão referência aos problemas relacionados com a geopolítica, a crise econômica, o meio ambiente, as novas tecnologias e o desenvolvimento sustentável, entre outras temáticas.
Segundo os organizadores, entre os 600 delegados estrangeiros, também se encontram reitores de universidades, sociólogos e especialistas em política externa da Argentina, México, Estados Unidos, Canadá, Itália Espanha, Uruguai, Venezuela, Porto Rico, Panamá, Guatemala, El Salvador, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suécia, Coreia do Sul, Irã, Paquistão, Israel e Síria.









