A explosão de um carro-bomba detonado por militantes islâmicos nesta quinta-feira matou oito membros da inteligência militar síria perto das Colinas de Golã, sob domínio de Israel, afirmaram nesta sexta-feira grupos que monitoram a violência e opositores.
O Observatório Sírio para Direitos Humanos afirmou que a bomba foi plantada pela Frente Al-Nusra, uma unidade rebelde que defende a saída do presidente Bashar al-Assad e considerada um grupo terrorista pelos Estados Unidos.
"Nós acreditamos que a explosão deve ter matado um coronel que liderava o combate contra rebeldes na área", afirmou Rami Abdelrahman, chefe do Observatório com sede na Grã-Bretanha.
O prédio alvejado fica na cidade de Saasa, 23 quilômetros da fronteira com as Colinas de Golã, afirmou.
Abdelrahman disse ainda que o número de mortos poderia subir, uma vez que havia feridos em estado grave.
Rebeldes sírios combatem as forças de Assad há meses em cidades localizadas dentro e nas adjacências da Área de Separação entre Israel e Síria.
Uma rádio estatal israelense levou ao ar uma entrevista com um homem, que não se identificou e disse ser de Saasa, na qual afirmou que a explosão foi perto de Israel.
"Eu ouvi uma explosão. Eu não vi, mas ouvi(a explosão). Foi uma grande explosão", afirmou. (Reportagem de Oliver Holmes e Reuters TV em Beirute; e Dan Williams em Jerusalém)









