De acordo com os bastidores políticos de Brasília, o senador Renan Calheiros (PMDB) terá ajuda para “blindar” sua imagem até o processo da eleição do Senado Federal, que ocorre no dia 1º de fevereiro. Calheiros deve levar a cadeira que já ocupou por aclamação, diante dos acordos e compromissos que já foram assumidos.
Além disto, o peemedebista tem o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Planalto. O único problema – que não chega a ser O PROBLEMA – tem sido as matérias jornalísticas que estão surgindo no Sul do país. A mais recente envolvendo a suposta influência do senador do programa federal Minha Casa, Minha Vida.
O vice-presidente Michel Temer – no mesmo dia – entrou na briga e fez uma previsão: “Renan Calheiros fará uma gestão belíssima”. É óbvio que a previsão de Temer não tem relação com a vez passada em que Renan Calheiros assumiu a cadeira da presidência do Senado Federal. Para o vice-presidente a eleição do colega peemedebista não afetaria a credibilidade da Casa.
Os aliados de Calheiros traçaram até estratégias: primeiro afirmaram que a imprensa trazia matérias requentadas, o que não deixou de ser verdade diante de algumas reportagens que só lembraram um passado de Calheiros. Na sequência – diante de novos fatos – disseram que nada de novo abonaria o senador peemedebista. Já houve até a tese de que os sulistas que atacarem Renan Calheiros estariam sendo preconceituosos com nordestinos.
Temer deu o aval – como homem forte do PMDB – afirmando sobre Renan Calheiros: “é um homem escolhido pelo Senado, pelo partido, que tem tradição e pode fazer uma belíssima gestão”. Ou seja, Calheiros tem todos os apoios que precisa e pode “chover meteoritos” até o dia 1º de fevereiro que nada parece mudar o que já está escrito nas estrelas do céu do Planalto.
O atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB), também já saiu em defesa de Renan Calheiros. Sarney avaliou a capacidade de diálogo e conciliação do futuro (já pode ser tratado assim!) presidente. O engraçado é que todo mundo afirma que Renan Calheiros é candidato e eleito (por sinal), mas o próprio peemedebista evita o assunto. A estratégia de não levantar a bola com medo de tenha quem corte com muita força.
Renan Calheiros – portanto – mantém a cautela. E diante das matérias que surgem na imprensa do sul, é a turma do “deixa disso” que entrou na frente para não desgastar o processo, para blindar o caminho em direção ao futuro próximo.
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