Arlindo Garrote deve se entregar ainda nesta quinta-feira (24) à polícia. A informação é do advogado Henrique Mousinho que atua na defesa do prefeito de Estrela de Alagoas, acusado de desviar cerca de R$ 1 milhão dos cofres públicos. A prisão de Garrote foi decretada ontem pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual.
Ao CadaMinuto, o advogado disse no início da manhã que estava analisando o decreto de prisão e que estará em contato com a família para que a apresentação do prefeito, que já é considerado foragido da justiça, aconteça o mais rápido possível. A expectativa é de que isso aconteça ainda durante a manhã de hoje.
Mousinho esteve no Tribunal de Justiça de Alagoas onde teve acesso ao processo e ao decreto de prisão. Ainda hoje ele deverá impetrar um pedido de habeas corpus para garantir a liberdade do cliente.
Ontem, ex-prefeita Ângela Garrote foi presa nas imediações de uma agência bancária em Maceió. Como se recusou a seguir ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer um exame de corpo de delito, na Delegacia Geral da Polícia Civil ela assinou um termo.
Arlindo Garrote da Silva Neto, atual prefeito do município de Estrela de Alagoas, e mais cinco ex-secretários municipais foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por sete crimes previstos no Código Penal Brasileiro, dentre eles, peculato, falsidade de documento público e formação de quadrilha.
O chefe do Poder Executivo é acusado de ser o líder de uma organização criminosa que desviara quase R$ 1 milhão dos cofres públicos. Com base nas acusações apontadas pela Procuradoria-Geral de Justiça foram pedidas as prisões de todos os envolvidos no esquema e, atendendo à solicitação do MPE, a presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas expediu os mandados de prisão, que estão sendo cumpridos pela Polícia Civil.
As investigações são relativas aos anos de 2009, 2010 e 2011 e se referem a fraudes em processos licitatórios para obras que deveriam ter sido executadas para ampliação e melhoramento da infraestrutura da rede viária, da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Obras, Viação e Urbanismo e Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente.
Figuram também como denunciados Ângela Maria Lira de Jesus Garrote, então secretária-geral de Governo; Washington Laurentino dos Santos, ex-secretário de Administração e Finanças; José Teixeira de Oliveira, à época secretário de Abastecimento e Desenvolvimento Econômico; Djalma Lira de Jesus, ex-secretário de Urbanismo, Serviços Públicos e Meio Ambiente; e Marcos André Barbosa, ex-gestor da Secretaria de Saúde. Todos são acusados de desviar R$ 980.798,11 da Prefeitura de Estrela de Alagoas.
