O blogueiro Luciano Amorim (do site Repórter Alagoas) abre uma discussão interessante em relação ao papel que o Partido dos Trabalhadores (PT) terá nas eleições de 2014.
Eu acredito - palavras minhas! - que será o de coadjuvante; mais uma vez em nome dos interesses dos que hoje possuem poder na legenda. O PT tem um forte “diálogo” (para não usar palavra mais forte) com políticos envolvidos diretamente na pavimentação do caminho dos acordos para as próximas eleições: os senadores Fernando Collor de Mello (PTB) e Renan Calheiros (PMDB).
Por esta razão a reflexão de Amorim (que pode ser lida aqui) é válida. Concordo com alguns pontos levantados por ele. Com outros, não. Mas, desde já afirmo que o tema deve sim ser posto na roda; e Luciano Amorim está de parabéns por ter sido um dos primeiros a colocá-lo de forma tão evidente. Não acho que o PT de Alagoas vive um dilema. Creio que está rendido como soldado em um compromisso maior que a sigla-local, mas de interesse da sigla-nacional. Ou seja: de cima pra baixo. Goela adentro!
Isto pode levar a cúpula do PT de Alagoas a marchar - com o aval do deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, e o presidente estadual Joaquim Brito - ao lado do senador Fernando Collor de Mello (PTB). Surpresa? Nenhuma. Foi o mesmo PT que - em foto colorida - ergueu a mão de Collor recebendo o apoio dele em 2010 na disputa de Ronaldo Lessa (PDT) e Joaquim Brito pelo Governo do Estado. É o mesmo PT. Mesmo endereço!
Apenas um reedição do que já foi feito com mais força. Só muda que agora não é o apoio de Collor, agora é o apoio para Collor. A mudança da preposição na assertiva posta pode pesar mais, afinal de um lado o broche da estrelinha vermelha; do outro o botom com dos “L”, um azul e outro vermelho; ou um verde e outro amarelo. Collor que escolha! Todos que tinham que dar a benção já deram.
Agora, uma coisa é fato: para muitos petistas o futuro que pode se consolidar soará incomodo. De acordo com Amorim (eu concordo com ele nesse ponto) o desconforto entre algumas correntes petistas deve ser grande. Amorim fala em promessa de reação a esse posicionamento. Uma tardia reação - a avaliação é minha! - em virtude da aproximação que não é de hoje. Apenas, repito!, “antes foi o apoio de Collor, agora é o apoio para Collor”. Uma preposição que pode soar incômoda pela mudança de quadro que ela traduz. Mas, nos dois casos - para mim! - é parte da dita esquerda concordar com quem é Collor, com o que é Collor, e discordar com o que ele representa para o imaginário da própria esquerda.
Não acreditem em mim. Vão à História!
E o que elle representa mesmo para o PT? As respostas mais sábias para tal questionamento virão dos petistas “mais históricos” (termo usado pelos esquerdistas!)? É isto?
Estou no twitter: @lulavilar