A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciou neste domingo o fim do cessar-fogo unilateral de dois meses decretado em Havana no início das negociações de paz com o governo da Colômbia, para quem pediu uma trégua bilateral.
"Com o coração partido, temos que admitir o retorno dos grupos militares à guerra que ninguém quer", declarou à imprensa o líder negociador do grupo rebelde colombiano, Iván Márquez, ao iniciar uma nova rodada de negociações com os delegados do governo do presidente Juan Manuel Santos.
No sábado, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que o país está preparado para qualquer ato de terrorismo que possa ocorrer a partir do final do prazo estipulado. Santos também reconheceu que a guerrilha cumpriu, ainda que com algumas exceções, a trégua prometida. As informações são do jornal El Tiempo.
"Detectamos algumas tentativas de se fazer terrorismo e isso, no fundo, é uma demonstração de fraqueza”, afirmou o presidente. De acordo com ele, as Forças Armadas e a polícia "sabem perfeitamente o que fazer a partir de amanhã”.
Segundo o governo da Colômbia, as Farc violaram o cessar-fogo 50 vezes desde o dia 20 de novembro do ano passado. Na última sexta-feira, a polícia localizou 250 quilos de explosivos em uma cidade perto de Bogotá, o que colocou o governo em alerta para uma eventual escalada de violência. O balanço oficial aponta que os ataques diminuíram 60% nos últimos dois meses - período que durou a trégua -, mas houve "52 violações do anúncio", segundo o Comando Geral das Forças Militares.

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