A reunião entre os representantes da Cooperativa de Transporte Complementar Intermunicipal de Passageiros de Alagoas (Coopervan) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), ocorrida na manhã desta sexta-feira (18), conforme esperado pelos transportadores não trouxe avanços e nem tão pouco chegou perto da conciliação pretendida pelo Tribunal de Justiça.
O presidente da Arsal, Waldo Wanderley, se recusou a aceitar negociar a proposta lançada pelos trabalhadores cooperados, de que se mantenham nas 45 linhas onde já efetuam o transporte complementar por diversas cidades do Estado. “Ele [Waldo Wanderley] mostrou-se irredutível em dizer que a nossa proposta não é viável”, disse o presidente da Coopervan, Marcondes Prudente.
A proposta lançada pela Arsal é de que os transportadores cooperados e também aqueles que foram reprovados na licitação participem da nova que deverá ser lançada até o mês de fevereiro, conforme já antecipou a agência reguladora em nota à imprensa.
“Essas linhas ofertadas pela Arsal não são de interesse dos nossos cooperados. Se até aqueles que participaram na primeira não quiseram, porque nós iremos querer? São linhas que não têm frequência de passageiros e, por consequência, não trazem retorno financeiro ao transportador”, pontuou Marcondes.
Por causa do impasse entre as partes, a polêmica será resolvida, de fato, no âmbito judicial. No próximo dia 24, haverá nova audiência com o juiz adjunto do TJ/AL, Diógenes Tenório, em Maceió. A Coopervan impetrou no Tribunal de Justiça um recurso de apelação que questiona a legalidade do edital que disciplinou o certame, já que o próprio TJ já tinha decidido pela anulação do item 2.1 que proibiu a participação de cooperativas na licitação.