A prefeita de Arapiraca, Célia Rocha (PTB), determinou um estudo sobre a organização dos servidores do Executivo. O objetivo - conforme a pasta da Secretaria de Administração e Recursos Humanos - é identificar os setores de carência de funcionários e criar um dimensionamento exato dos números de cargos e vagas que podem ser oferecidos em um concurso público.

A notícia agrada concurseiros, evidentemente. Mas, um estudo como este serve para bem mais e é esperado que Célia Rocha assim o use. Além de identificar carências, o principal é avaliar necessidades para dar ao Estado (seja no âmbito federal, municipal ou estadual) seu tamanho exato, sem exageros. Para que com possa atender o cidadão com eficiência e eficácia.

Eis um trabalho difícil para os prefeitos que ao saírem dos cargos deixam sempre para o próximo uma triste herança, como os débitos, muitas vezes de folhas salariais, em função de não ter noção da dimensão da prefeitura e - óbvio - de desvios. Não é o caso de Arapiraca, mas uma constatação de uma forma genérica sobre o quanto pode ser útil um estudo deste se bem feito e com objetivos maiores do que o concurso.

Há outras medidas que foram publicadas em decreto por Célia Rocha: suspensão de licença prêmio, férias, licença para trato de interesse particular (sem remuneração), transferência de servidores com origem em determinada secretaria para outros setores, dentre outras que estarão vigorando por um período de noventa dias. Que o resultado estudo seja público.

A pasta também determinou o comparecimento de servidores lotados em outros órgãos. Eles deve se apresentar em um prazo de 30 dias, que se iniciou no dia 16 deste mês. Célia Rocha quer um mapeamento do funcionalismo público.

Estou no twitter: @lulavilar