O jornalista Odilon Rios traz um questionamento sério em seu blog. Trato aqui porque já ouvi algo a respeito do tema de um próprio vereador que, obviamente, pede para não ser identificado.

É o seguinte: a interferência de alguns edis dentro da estrutura da Secretaria de Saúde a ponto de nomear, e até desviar de função, alguns servidores efetivos e comissionados para alguns postos, criando uma casta de protegidos. Com isto, políticos podem ter uma ingerência inaceitável nos serviços da Saúde.

Levando em consideração os dados do próprio sistema em Maceió, como - só para citar um! - a baixa cobertura do Programa Saúde da Família (PSF), tal prática, se constante for (parece que é!), só vem a contribuir para o caos.

Como a Saúde é uma das prioridades do atual prefeito Rui Palmeira (PSDB), que o chefe do Executivo consiga diagnosticar se esta prática de fato vem acontecendo ou não. Se detectada, que consiga impedir a continuidade desta.

Um vereador - em conversa com este blogueiro - disse que há pares que conseguem interferir nas filas de espera por consultas e procedimentos cirúrgicos. Claro, a interferência é em benefício de alguns doentes, mas não deixa de ser uma “furada de fila” de forma nada ética dentro de um sistema caótico, em que um lugar ao sol pode sim ser sinônimo de compra de voto. Um assistencialismo que sai mais caro do que se pensa.

Comprovando-se a prática, fica evidente um dos fatores pelos quais o Cora em Maceió não funciona como deveria. O que já foi tantas vezes denunciado - a questão do mau funcionamento! - pela vereadora Heloísa Helena (PSOL) no uso da tribuna.

Pelo visto a área da Saúde precisa de um pente fino e um choque de gestão. Tarefa que se encontra nas mãos do atual secretário municipal João Marcelo. Eis uma pasta que não pode se dar ao luxo de atender favores. A escolha de um nome técnico e sem vícios, como é o de João Marcelo, foi um importante ponto de partida.

Mas, a cobrança tem que ser por mais. Além do discurso e do aparente.

Que o discurso de Rui Palmeira em relação ao tema seja visualizado na prática. Afinal, ainda nem se encerrou o primeiro mês de gestão e nem todos os problemas devem ter sido diagnosticados, mas precisam ser feitos - ainda assim - com urgência. Um sistema que atende a poucos e por vias privilegiadas não pode ser aceito. Muito menos o funcionamento de postos de saúde sendo submetidos à ingerências.

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