Será um dos assuntos do programa Blog do Vilar Ao Vivo, logo mais às 20h30, mas antecipo para o leitor a conversa que tive com o deputado federal Renan Filho (PMDB) sobre uma matéria publicada pela Folha de São Paulo, na manhã de hoje, 15. O parlamentar é apontado como alvo de um inquérito da Polícia Federal que investiga um suposto desvio de verbas destinadas para a compra de merenda escolar em Murici.
A investigação tem como alvo contratos da gestão de Renan Filho, quando este era prefeito da cidade. De acordo com a Folha de São Paulo, o inquérito se encontra no Supremo Tribunal Federal (STF) em função do foro privilegiado do parlamentar. A investigação do Ministério Público Federal enxergou “indícios de crimes” descritos na Lei de Licitações e no decreto sobre os crimes de responsabilidade de prefeitos e vereadores.
A matéria frisa: não representa culpa do parlamentar, mas indícios de crime e por isto, o solicitado é mais apuração. Renan Filho se elegeu prefeito em 2004, foi reeleito em 2008 e deixou o cargo em 2010, quando venceu a disputa por uma das cadeiras da Câmara Federal.
Em conversa com este blogueiro, Renan Filho se diz consciente de sua inocência no caso.
Diz ainda que nunca foi ouvido pelo Ministério Público Federal. Ele explica que – na época – foi contratada uma empresa para fornecer merenda para a rede escolar do município de Murici, mas que esta cometeu o crime de sonegação fiscal e que não havia como o chefe do Executivo ter tido conhecimento. “Eles apresentaram as notas e cometeram crime de sonegação fiscal. Eu, enquanto prefeito da cidade, não tinha nada a ver com isto. Foi da responsabilidade da empresa”, frisou.
A empresa em questão é a RJS Comércio. De acordo com a reportagem da Folha de São Paulo, foi apresentado à Prefeitura Municipal notas fiscais com valores acima dos registrados pela Secretaria da Fazenda de Alagoas. Ou seja, Renan Filho, coloca que a empresa apresentou valores menores por conta dos impostos. “A minha administração não cometeu ilicitude alguma”.
Renan Filho ainda insinua que o caso não é novidade e que está agora exposto na Folha de São Paulo em função da disputa do senador Renan Calheiros (PMDB) pela presidência do Senado. Claro, disputa é modo de falar, já que Calheiros (o pai) deve ser aclamado. O inquérito aponta Renan Filho com papel ativo em função da formação da comissão de licitação na época, incluindo nela parentes. O deputado federal nega e diz que é “uma mentira”.
Amanhã, outras temáticas serão postadas.
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