Os três anos de sofrimento para a família do estudante Fábio Acioli podem ser amenizados nesta terça-feira (15) com o julgamento dos acusados do crime, ocorrido no ano de 2009, em Maceió. Parentes e amigos do jovem que foi sequestrado e queimado vivo num canavial no bairro do Benedito Bentes chegaram antes das 8h para acompanhar o júri, mas preferiram não falar sobre o assunto.

O julgamento acontece num dos auditórios do Fórum de Maceió, no Barro Duro, e é presidido pelo magistrado Geraldo Amorim, responsável pela 9ª Vara Criminal da Capital. Antes de a sessão ser iniciada o juiz conversou com a imprensa e explicou que até o momento o único ponto em questão é a ausência de uma testemunha considerada chave para os advogados dos acusados. “Isso pode ser um problema porque essa testemunha que seria importante para a fundamentação da defesa não foi encontrada”, colocou.

Dois acusados, que já estão presos, estão sentados no banco dos réus. Carlos Eduardo Souza e Wanderley do Nascimento Ferreira, serão julgados pela autoria material do crime, que aconteceu no dia 11 de agosto de 2009. Eles chegaram algemados sob a escolta de dois agentes penitenciários e um policial militar.

A previsão é de que o julgamento seja concluído ainda nesta terça-feira. O representante do Ministério Público (MP), promotor José Antônio Malta Marques conversou ontem com o CadaMinuto e explicou que o processo possui mais de 3 mil páginas.

Já o assistente de acusação, o advogado Fernando Falcão, confirmou que Carlos Eduardo e Wanderley do Nascimento serão julgados por homicídio qualificado, crime que tem uma pena estipulada de 13 a 30 anos. Ele acredita que a pena aplicada aos acusados deverá girar em torno de 20 anos de prisão.

O CadaMinuto segue acompanhando o julgamento durante todo o dia.