Após acidente ocorrido no último domingo (13), na praia de Guaxuma, onde vitimou fatalmente Maria das Graças Santana o Corpo de Bombeiro (CB), afirma que falta efetivo na corporação para atender a demanda de ocorrências e transmitir segurança para a população alagoana e turistas.
De acordo com a capitã Viviane Suzuki a falta efetivo interfere diretamente nas ações da corporação e por isso a necessidade de realização de concurso público. “Seria previsto e necessário termos um efetivo de 3.500 militares, mas atualmente temos apenas 1.300. Impossível atender a demanda, não tem a mínima condição do CB estar presente em todas as praias”, disse.
Ainda de acordo com a capitã, o acidente poderia ter sido evitado. “O posto de atendimento de Guaxuma não é fixo e devido à demanda de ocorrências e aumento de turistas e banhistas na Praia do Frânces a equipe teve que ser deslocada. Esse acidente poderia ter sido evitado, se tivéssemos um efetivo maior”.
Concurso público já foi solicitado e nada foi feito, já que último concurso ocorrido foi em 2006. "Já fizemos o pedido várias vezes e nada obtivemos de resposta, a última solicitação que fizemos foi ano passado e estamos esperando. Se não houver rápido um aumento no efetivo, a população pode ficar desassistida e algo pior acontecer”, enfatizou a capitã Viviane Suzuki.
Com o baixo número de militares as equipes se dividem e atendem as localidades de apresentam maior risco. “Os pontos fixos são praia do Frânces, Mirante da Sereia e Jatiúca. Os sazonais são Guaxuma, Gunga, Prainha, Barra de Santo Antônio, Pratagi e Pontal, locais onde deslocamos equipes de salvamento em alta temporada”.
Afogamento em Guaxuma
Maria das Graças Santana, de 40 anos, morreu afogada na manhã do último domingo (14). A vítima estava acompanhada de outros dois familiares, de 17 e 5 anos de idade, eles não tiveram o mesmo fim devido à rápida atuação de banhistas e comerciantes locais que prestaram socorro. Ela foi retirada sem vida. Nas redes sociais, internautas protestavam contra a falta de um salva-vidas na praia de Guaxuma. Eles acreditam que a presença de um militar do Corpo de Bombeiros poderia ter salvo a vida da senhora.
