Se havia a expectativa de uma oposição ao senador Renan Calheiros (PMDB) dentro do Senado Federal, esta não há mais. Renan Calheiros terá tranquilidade - conforme os bastidores - para ser novamente presidente da Casa. O peemedebista adotou a estratégia do silêncio e das articulações sem alarde para não trazer à mídia os escândalos do qual foi alvo em 2007, nem criar novas repercussões com as denúncias mais recentes de crime ambiental.

A estratégia surtiu efeito. Renan Calheiros conseguiu agregar - ao redor de seu nome - a maioria do Senado Federal. Aliás, a imensa maioria. Deve ser eleito para comandar o Senado Federal nos próximos dois anos por aclamação. O pequeno grupo de parlamentar contrário à eleição do peemedebista já jogou a toalha.

Eram comandados por Cristovam Buarque (PDT), Pedro Taques (PDT), Randolfe Rodrigues (PSOL) e o também peemedebista Jarbas Vasconcelos. Mas, não há correlação de forças com o homem de Murici. Faltando 20 dias para a eleição, a expetativa é de que o quadro não mude. Tanto que Renan Calheiros deve assumir a posição de candidato já na próxima semana.

A maior arma desta guerra interna são as ofertas de cargos. Cristovam Buarque falou no assunto da eleição em entrevista ao Congresso em Foco. Resumiu: “tentamos conseguir um nome viável, mas não conseguimos”. Calheiros demonstra força e pavimenta um caminho que pode resultar em estratégias para 2014, sendo ele mesmo o candidato ao governo do Estado de Alagoas.

Ainda em relação ao Senado Federal, o presidente eleito convoca sessão pele eleger os demais membros da Mesa Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes. O mandato dos novos integrantes termina em 1º de fevereiro de 2015. Buarque criticou a demora em Renan Calheiros assumir que é candidato, quando todos nos bastidores já sabem de suas pretensões e articulações.

“Que coisa esquisita o que estamos vivendo. Porque somos senadores e se somar o votos de todos os senadores são mais de 100 milhões de pessoas, e todos políticos experientes, mas vamos chegar à reunião para votar sem saber em quem. É um constrangimento”, comentou, em entrevista ao Congresso em Foco.

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