O samba como um retrato do nosso povo e reduto de tristezas e alegrias é o tema da Expedição Sul de Oncotô, que vai ao ar neste sábado (5), às 19h30, pela TV Brasil. O telespectador alagoano pode conferir o programa na TV Educativa (canal 03 da TV Aberta e canal 6 da NET), emissora do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP).
Nesta edição, Nelson e Rubinho Jacobina, conhecedores profundos de Lupicínio Rodrigues, Cartola, Zé Keti, Ismael Silva e Noel Rosa, contam sobre a importância dos artistas para a formação de uma identidade nacional e o modo de cantar que ainda preserva a elegância do português antigo.
O apresentador Jorge Mautner relembra épocas difíceis para os antigos sambistas e conta a história de quando encontrou Zé Keti e Cartola em um bar em São Paulo. Em Pelotas (RS), o compositor Avendano Jr. fala do surgimento do chorinho, da música que compôs para homenagear sua mulher. Também comenta o fato da música lhe aproximar de Deus.
O escritor Eduardo Bueno, por sua vez, reflete sobre a influência do blues nas músicas de Lupicínio Rodrigues, celebre sambista gaúcho, e relaciona a letra da música "Vingança", desse músico, a de "Like a Rolling Stone", de Bob Dylan. Nelson Jacobina fala também das influências e mudanças do samba durante os anos e da imagem do povo brasileiro como um povo feliz por meio de estilo musical.
Oncotô?
Sob a direção de Daniel Tendler e de José Luiz Jr., Oncotô? é uma coprodução da TV Brasil com a Filmes do Equador. No comando, o músico Jorge Mautner dá aulas de cultura brasileira para seis jovens artistas cariocas - “os emissários”, auxiliado pela “ajudante de ordem”, Ana Paula Jones.
No melhor estilo expedicionário baseado em Villa-Lobos e Mário de Andrade, o programa faz um mochilão cultural em busca de movimentos que compõem a diversidade brasileira. Os emissários viajam com uma câmera na mão, muitas expectativas e pouco conhecimento sobre os locais que irão visitar. O nome do programa e remete à expressão mineira “oncotô (onde estou?)
“Na descoberta de novos cenários vamos recolhendo os tesouros culturais que estão escondidos no Nordeste”, analisa Mautner, que comanda a expedição e, para explicar o programa, faz referência ao conceito de amálgama. “Uma mistura que vai além da mistura. É miscigenação, mas é além da miscigenação. É uma condição fluídica e flutuante que dá ao brasileiro a capacidade de reinterpretar a cada segundo tudo novamente”. O apresentador também compôs a trilha original em parceria com Nelson Jacobina.
Com 28 episódios, a série revela minúcias e curiosidades da história brasileira como as influências holandesa e francesa, as religiões e a razão pela qual os negros eram chamados de preguiçosos. Mas não fica só no passado. O retrato do nordestino conectado e como essa cultura sobrevive fazem a ligação de Oncotô? com o presente.









