A disputa pela União dos Vereadores do Estado de Alagoas (UVEA) pode ser com chapa única. O motivo: os candidatos França Júnior (PSDB/Palmeira dos Índios) e Hugo Wanderley (PMDB/Cacimbinhas) resolveram unir forças para manter o grupo, como ocorreu nas eleições passadas. Com isto, Hugo Wanderley parte para a reeleição sem ameaças. França Júnior - que agrega uma importante base que havia consolidado na pré-campanha - assume a condição de vice-presidente na chapa.
Já é fato consumado. Tanto que o fim de semana foi de correr atrás de documentações dos demais membros da chapa encabeçada por Hugo Wanderley e França Júnior. Nos bastidores, se fala de um compromisso e Hugo Wanderley num apoio ao tucano daqui a dois anos, em novas eleições pela presidência da entidade.
Para a composição entre o tucano e o peemedebista foi fundamental - conforme bastidores - uma conversa entre França Júnior e o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB). O pedido de Barbosa pesou para a decisão do vereador de Palmeira dos Índios. Ao que tudo indica, o ex-prefeito parece ter planos para 2014 que envolvem diretamente França Júnior. Será que o tucano - com apoio de certa ala peemedebista - estaria na disputa por uma das cadeiras do Legislativo estadual? Ainda é cedo para o prognóstico.
Como as inscrições da chapa - conforme o edital - devem se dá ainda nesta semana, possivelmente uma frente de oposição não vai conseguir se articular. Isto significa dizer que a influência do senador Benedito de Lira (PP) fica de fora desta disputa. Lira tinha planos para que algum dos edis de sua base - como Valério Passos (PP) de Viçosa - entrasse no processo eleitoral. O provável - repito - é que não ocorra.
A chapa de França Júnior e Hugo Wanderley também deve contar com nome da Câmara Municipal de Maceió: o edil Kelmann Vieira (PMDB). É do interesse do grupo estreitar laços com o legislativo municipal da capital alagoana, sobretudo para ter espaço em ações que foram conquistadas na gestão do ex-vereador Galba Novaes (PRB) como a Escola Legislativa e a TV Câmara. Uma via de mão dupla onde tanto a entidade quanto a Casa de Mário Guimarães podem lucrar.
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