O prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), tomou posse do segundo mandato no início da tarde da terça-feira (1), em cerimônia na Câmara dos Vereadores do Rio, e prometeu não se acomodar nos próximos quatro anos. Paes anunciou cerca de 40 novos decretos em diversas áreas, como Educação, Saúde e Transporte Público, além de desonerações fiscais. O prefeito disse que pretende aprofundar ainda mais as políticas públicas implementadas em seu governo anterior.
“Nosso governo não se acomodará com sucesso de políticas implementadas. Vamos aprofundar ainda mais as nossas ações, tornando-as acessíveis a todos os cidadãos cariocas”, discursou.
Entre as medidas anunciadas, Paes determinou um prazo de até 180 dias para a implementação de pontos biométricos na rede municipal. A medida ocorre depois que depois que profissionais de saúde faltaram ao plantão de Natal no hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio. Adrielly Vieira, de 8 anos, morreu após ser baleada e esperar 8 horas para realizar uma cirurgia na unidade de saúde, porque o médico de plantão tinha faltado.
Paes determinou ainda a criação da chamada fábrica de escolas, que levará o nome do ex-governador do Rio, Leonel Brizola. O projeto consiste na construção de 277 escolas até 2016. A meta é que, em 2020, a rede municipal de ensino tenha turno integral de 7 horas. O prefeito informou ainda que o projeto do bilhete único municipal será integrado ao metrô e às barcas.
Eduardo Paes anunciou também que fará um corte de 10% nos encargos cobrados pela prefeitura, mas não especificou quais terão esse desconto. O prefeito prometeu ainda mais controle e rigidez nos contratos e convênios firmados.
Em seu discurso, Paes ressaltou considerar que o futuro do planeta passa pelo desenvolvimento das cidades. Para ele, as ações locais repercutem globalmente. “A transformação está nas cidades. As cidades devem ser mais justas, mais humanas, mais eficientes competitivas”, disse.