Uma equipe da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) e o gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) Fruticultura no Agreste, Guilherme Belmonte, realizaram uma visita técnica, na última quarta-feira (26), à Associação dos Mini e Pequenos Produtores de Abacaxi de Poções, povoado de Arapiraca. Organizada pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros, a visita teve como principal objetivo estruturar projetos para viabilizar a implantação de uma unidade de beneficiamento de abacaxi na comunidade.
De acordo com relatos dos produtores, que na oportunidade puderam expor suas necessidades, a luta constante que o grupo trava contra o ataque de uma praga faz da localidade um ponto estratégico para a instalação da fábrica. A infestação não deixa alternativas de comercialização para os agricultores, o que acarreta prejuízos para a associação.
“Eles nos falaram dessa larva que come o abacaxi e acaba estragando a fruta in natura, impossibilitando a venda. Uma vez que eles passem a ter disponibilizado o maquinário para reaproveitar essa fruta, darão outros destinos ao que agora vai para o lixo”, explica o superintendente de Desenvolvimento Regional e Setorial da Seplande, Michael Chinelato.
Especificações sobre o que será produzido na fábrica ainda serão argumentadas mais à frente, na elaboração do projeto, mas os técnicos já arriscam algumas vertentes. “Ainda é muito cedo, mas nós podemos citar o próprio suco do abacaxi, ou doce e até a fruta desidratada. As possibilidades são muito variadas”, garante a gerente de Micro e Pequenas Empresas, Alexsandra Barreto.
Outro ponto abordado no encontro foi a carência de capacitação para os associados. Com uma média de 150 produtores ativos, o grupo já percebeu que sem orientações técnicas não pode ir além em seu trabalho de campo. Uma vez integrados no APL Fruticultura no Agreste, essa será uma das prioridades, junto ao levantamento de recursos para a fábrica.
“O início de 2013 vai marcar essa integração do abacaxi, uma nova cultura, ao quadro geral do APL. Justamente por isso precisamos reunir toda a força possível para capacitar esses novos produtores que estão chegando. Orientação técnica é um ponto forte não só para a implantação da atividade, mas para o seu desenvolvimento. Nós queremos possibilitar a independência desses agricultores e isso só pode acontecer com a multiplicação de conhecimento técnico”, ressalta o gestor, Guilherme Belmonte.
No próximo dia 5 de janeiro, outra reunião vai tratar do aprofundamento das noções de requerimento do projeto, além de uma breve discussão com um especialista em cooperativas e associações. A equipe da Seplande vai avaliar, junto ao especialista e aos associados, quais são as vantagens de continuar como estão ou de promoverem a migração de status para cooperativa.