Uma semana após a tragédia, recomeçaram na manhã desta quinta-feira (27), o trabalho dos doze peritos especialistas em explosivos, para apurar as causas da explosão na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), no bairro do Farol, em Maceió.
Na retomada dos trabalhos, os peritos irão remover os entulhos e separar materiais com todo o cuidado, uma vez que ainda podem haver explosivos, mesmo tendo o secretário de Defesa Social, Dário César, afirmando que não existe risco de novas explosões.
O trabalho consiste na remontagem do cenário anterior da Deic, visando analisar todos os detalhes e motivos que levaram a trágica explosão que matou uma agente da PC, Maria Amélia Dantas, feriu outros quatro policiais e causou grande destruição em casas e estabelecimentos da região.
Na última semana os trabalhos começaram com apenas quatro especialistas, sendo um da 7ª Região Militar de Pernambuco e outros três Policiais Federais de Brasília. Mas, tendo em vista a gravidade e importância da investigação, esse grupo foi reforçado com mais sete Federais de da capital nacional e um alagoano, todos eles especialistas em explosivos.
Os primeiros trabalhos desta semana foram iniciados pelo grupo de peritos, acompanhados pelo delegado Carlos Reis, que faz parte da comissão da Polícia Civil, formada ainda por Robervaldo Davino e Francisco Medson.
Desde o último domingo, quando a comissão de delegados, juntamente com o delegado da Polícia federal, Antônio Miguel, já confirmavam a chegada de novos profissionais, ficou confirmado que o trabalho dos peritos será isolado, sem qualquer contato com a imprensa, evitando assim que qualquer informação seja passada e atrapalhe as investigações.
Ainda não existe prazo quanto o término dos trabalhos e entrega de relatório, bem como, se haverá uma nova paralisação por conta da festa da virada do ano, assim como foi o natal.
O terror da explosão
Na noite da última quinta-feira, explosivos que estavam armazenados na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), foram acionados, explodindo o local, matando a agente Maria Amélia Dantas, ferindo outros quatro policiais e causando destruição na região e pânico entre os populares.
Desde então, levantou-se o questionamento da manutenção de explosivos em um local cercado por residências e estabelecimentos comerciais. Mas, as autoridades competentes já afirmaram que decisões só serão tomadas quando o relatório da perícia for concluído.

