O senador Fernando Collor de Mello (PTB) tem um plano bem claro para o ano de 2013: a consolidação de uma frente de oposição que tenha um discurso uníssono contra o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). É óbvio que há, como influência de Collor, a polarização da disputa pelo Senado Federal, entre o tucano e o petebista.
Collor deve acreditar em um desenho posto nos dias de hoje que colocam, no embate pelo Palácio República dos Palmares, os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP). Aí, Vilela seria o senador de Lira. Calheiros prestaria todo o apoio a Collor para o Senado Federal.
Fernando Collor - o opositor - ainda teria o PT e o PCdoB como escudeiros. Entre os petistas, o forte discurso do futuro deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), com direito a tribuna da Câmara Federal. Em terras alagoanas, este papel ficaria com o deputado estadual Olavo Calheiros (PMDB), que tem mágoas profundas com o atual Governo do Estado. Mágoas dele - conforme bastidores - e não da família como um todo. Sempre bom frisar.
Esta oposição teria uma agenda para o ano de 2013 com constantes encontros. Desenharia assim um chapão para 2014. Mas, lembro de uma frase do próprio Collor em sua mais recente entrevista: “2014 está logo ali e tão distante”. Pois é! Eis que estas aspas permitem uma reflexão: é um chapão que se sustenta? Vale lembra do pragmatismo de Renan Calheiros quando o assunto é eleição.
Outro ponto: no embate entre Fernando Collor e Teotonio Vilela Filho na luta pelo Senado Federal é preciso levar em conta o índice de rejeição de ambos. Será que isto não abriria vaga para um terceiro nome surpreender . Perguntem ao Benedito de Lira. Ele tem uma certa experiência em ser o terceiro nome que surpreendeu a todos, mesmo devendo parte dos votos ao Cabeça!
