O prefeito Cícero Almeida (PSD) deixa a Prefeitura Municipal de Maceió. Leva na bagagem processos e condenação. Lamentou as denúncias só surgirem agora contra ele. Bem, talvez Almeida não lembre que as denúncias são antigas, mas o andar da carruagem é que foi lento. A que resultou em condenação - por exemplo - tem tempo que foi feita. Ou não?
Mas, enfim: voltou a alegar inocência na máfia do lixo. Se realmente for inocente, que seja reconhecido. Se for culpado, que pague. Simples assim. Que o processo fale por si só na esfera judicial. Agora, como é característico de Almeida, o prefeito voltou a se apoiar - em um “balanço de gestão” feito em entrevista a uma televisão - em sua aprovação popular para traçar planos para 2014.
Cícero Almeida já se lança - no dia 1º de janeiro - como nome a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. A Casa de Tavares Bastos já é conhecida de Almeida. Ele foi parlamentar. Tanto é assim que é em virtude desta função que ele está na lista dos que foram indiciados na Operação Taturana. Claro, pode ser inocente; pode ser culpado. Vale o mesmo: que o processo fale por si só. E aí, o futuro reconhecimento.
A candidatura de Almeida à Casa de Tavares Bastos soa como “o que resta”. Afinal, o ano de 2014 é um xadrez para caciques, o que o prefeito de Maceió não soube ser ao longo de oito anos e por isto teve a turbulenta estrada que o trouxe até aqui. O Senado Federal se desenha como uma polarização entre Fernando Collor de Mello (PTB) e Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Para o Governo do Estado, uma das forças que dará as cartas é o senador Renan Calheiros (PMDB) com total apoio das forças de Brasília (DF). Sem força para transitar por estes grupos, Almeida pode partir para um período de pouco mais de um ano sem muitos amigos de infância: aqueles que fez e desfez no poder ao sabor de circunstâncias.
Por esta razão o anúncio na busca de uma das cadeiras do Legislativo estadual. Com a densidade eleitoral que tem é o que está logo ali, perto da mão. Aparentemente sem ninguém que interfira em sua estratégia de retorno à vida política.
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