“Olá, Papai Noel sou uma menina especial, meu nome é Manuela Roseana Oliveira Santos, quando tinha 10 anos começaram a aparecer problemas de saúde como convulsão, perdi a voz, deixei de andar e falar, não sabia por que, pois era uma menina saudável e alegre. Fiz vários exames, até que fui para São Paulo. Foi um ano muito difícil para mim e para minha mãe. Foi muito triste para minha mãe. No dia do aniversário dela recebi os resultados dos exames e era uma doença degenerativa progressiva...”.

O depoimento da Manuela é semelhante ao de inúmeras crianças que enviam suas cartinhas com pedidos para o Papai Noel, no Natal. A história, que emociona, está entre as milhares de mensagem recebidas pelos Correios de Alagoas, para o destinatário que realiza os sonho das crianças.

Há 22 anos, a campanha Papai Noel dos Correios torna possíveis sonhos de crianças e adolescentes de famílias carentes. Devido ao seu estado de saúde, Manuela deixou de lado os pedidos de presentes comuns, como bonecas, bicicletas e roupas, para pedir um colchão hospitalar e fraldas. A cada ano, os pedidos surpreendem a todos que participam da campanha.

Os pedidos para necessidades de saúde são frequentes. De acordo com a assessoria de comunicação dos Correios, uma outra cartinha também chamou a atenção. Um garoto pediu um aparelho respiratório, afirmando que não conseguia brincar com os amigos por sentir dificuldade de respirar e o seu sonho era poder jogar bola com os coleguinhas.

A cartinha de João Victor dos Santos, morador do Vergel do Lago, além de conter os pedidos de um tênis e uma cama beliche, trouxe o relato da situação da sua família. “Papai Noel queria ganhar uma cama beliche e um tênis, pois o meu está muito velho e minha mãe não tem condições de comprar, pois está muito apertada e o meu pai também”.

O sonho de ser policial motivou a mãe do pequeno Leonardo, 8 anos, a escrever uma cartinha para o Papel Noel. O seu pedido foi realizado na última sexta-feira (21) quando Leonardo conheceu o canil do Batalhão de Operação Especial da Polícia Militar (Bope).

Para os Correios, o objetivo maior da campanha é incentivar a escrita das crianças e isso é desenvolvido através de uma parceria com escolas da rede pública. Este ano, foram mais de seis mil cartas recebidas e até o dia de Natal serão entregues mais de três mil presentes. Cada pedido é adotado por uma pessoa que se responsabiliza a entregar o presente na sede dos correios, que por sua vez se encarrega de enviá-los.