As investigações da trágica explosão que destruiu a sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), casas e estabelecimentos comerciais no bairro do Farol, deixou uma agente da Polícia Civil morta e quatro feridos continua á todo vapor. A nova versão dos fatos é que a falta de uma autorização judicial, num impasse entre Polícia Civil e Exército pode movimentar o caso.
Em entrevista na tarde deste domingo na sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá, em Maceió, com a presença do Delegado da PF, Antônio Miguel e da comissão de delegados da Polícia Civil, formada por Carlos Reis, Robervaldo Davino e Francisco Medsom, ficou exposto um impasse entre PC e Exército, por conta de uma autorização judicial que poderia ter retirado antes os explosivos do prédio destruído.
De acordo com o delegado Robervaldo Davino, a presença dos explosivos na Deic se deu porque 2012 foi o ano em que se começou a fazer este tipo de apreensão e ainda não existia um local adequado para guardar estes equipamentos.
Por sinal, o delegado responsável pode manter os explosivos na delegacia que fez a apreensão. No entanto, os materiais podem ser transferidos para o Exército caso uma autorização judicial seja feita.

Ou seja, o exército só receberia este material se a justiça alagoana determinasse. Questionado sobre a existência desta autorização, o delegado Carlos Reis preferiu não entrar em detalhes sobre a situação. “Não vamos fazer qualquer tipo de comentário sobre responsabilidades e culpa, seja lá de quem for, antes da perícia final”, disse.
Apesar de não ter mencionado a questão da autorização judicial, o comando do 59º Batalhão da Infantaria Motorizada em Maceió, deixou claro que não é de responsabilidade da instituição fiscalizar delegacias.
PAUSA NAS INVESTIGAÇÕES
As investigações que começaram no dia da explosão, seguiram desde a última sexta-feira e no sábado, ganharam o reforço de um especialista em explosivos da 7ª Região Militar, em Pernambuco e maios três peritos da PF de Brasília.
Por conta das festas natalinas, os profissionais retornam ao seus respectivos Estados e voltam para Alagoas na próxima quarta-feira, retomando as minuciosas investigações, que ainda podem durar até o final do mês.











