Dor e revolta. Estes são os sentimentos de familiares e amigos da policial civil Maria Amélia Lins Costa Dantas, morta na noite desta quinta-feira (20) na explosão da sede da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), em Maceió. Em meio a lágrimas e muita comoção, parentes velaram durante a manhã o corpo da agente no Parque das Flores e pediram justiça, ao afirmarem que a tragédia poderia ser evitada, se os explosivos fossem armazenados em um local adequado.
De acordo com o ex-marido, Henrique Dantas, a família vai cobrar um responsável pelo acidente. “Alguém será responsabilizado por esse descaso, omissão e negligência e nós sabemos que a culpa é do Estado, que deveria armazenar esses explosivos em algum local seguro, que não representasse risco nem para os policiais, nem para a população, afinal esse acidente comprometeu e colocou a vida de muitas pessoas em risco”, enfatizou.
Ainda de acordo com Henrique Dantas, Amélia era uma pessoa muito tranquila e a família está muito abalada.“Passei 13 anos convivendo com Amélia e sei que ela era uma ótima pessoa com os filhos e responsável no trabalho. Agora a família cobra uma resposta, vamos investigar o que ocasionou esse acidente na delegacia”, disse.

Ela deixa dois filhos, Mayara Kelly Dantas, de 22 anos e Alexandre Henrique Dantas, de 18 anos aos cuidados do ex-marido, Henrique Dantas. O pai de Amélia, o senhor Osvaldo, que está um pouco doente soube apenas nesta manhã (21) da morte da filha e ficou em estado de choque.
Uma pessoa muito querida entre os amigos do trabalho. Para Maria Madalena Cardoso, que já conhecia Amélia há 13 anos e trabalhou no Instituto de Identificação, ela era muito solícita e prestativa. “Gostava de ajudar sempre os amigos, para ela tudo era motivo de festa, estava sempre alegre e sorrindo. Ela já foi minha assessora, já viajamos juntos”, contou.
A preocupação tomou conta de todos que a conheciam dentro da corporação. “Quando os policias ficaram sabendo do acidente aos poucos foram me ligando para confirmar sobre a morte de Amélia, o telefone não parava de tocar. Estamos todos muito abalados”, falou triste a amiga Maria Madalena.
Já Maria do Carmo, é agente e trabalha no setor de capturas e o acidente não a atingiu por questão de horas. “Eu tinha acabado de sair do meu plantão, pouco tempo depois soube do ocorrido e agradeci a Deus”, disse Maria.
Segundo a agente, muito material que é apreendido é armazenado no prédio. “Após a apreensão do material eram feitos todos aos procedimentos para que fossem levados até a justiça, mas sabemos que esses processos as vezes demoram e acabavam ficando armazenados em uma sala próximo a que ela ficava”, finalizou.



