Se você está lendo essa matéria é porque o mundo não acabou como estava previsto pelo calendário Maia. A profecia gerou uma grande revolução em todo mundo, entre os que temem pelo fim e os que não acreditam e julgam que não passa apenas de rumores antigos, como já aconteceu em outros momentos.
Nem todas as pessoas acreditam no que marca o calendário Maia, a exemplo da jornalista, estudiosa e expositora da doutrina espírita Yvette Moura, que diz ser apenas um momento de transformação. “A doutrina não compactua com essa ideia, acreditamos que irá existir sim um fim, mas não com data marcada, isso ainda vai demorar muito”, disse.
Ainda de acordo com Yvette, o que está em mudança são os modelos de sociedade. “O que estamos vivendo é uma transição desde 2010, hoje a violência ainda está muito presente, pela condição de inferioridade moral que ainda existe, mas seremos regenerados em valores e leis sociais”, disse ela.
A jornalista explica que existe, em todo o planeta, uma inversão de valores. “Esse é um movimento universal, o próprio país está mudando, mas se você se acha uma pessoa que não prega o mal e julga qualquer pessoa ou situação, já está praticando. A intolerância no trânsito, isso também é significado da inferioridade moral”, contou Yvette, que acrescentou que não haverá um dia certo para terminar o mundo, pois Deus não destruiria uma obra sua que está em “pleno vapor”.
A visão de quem ministra para o público cristão é de que isso não passa de apenas crenças. De acordo com o padre Eduardo Tadeu, pároco da igreja São Francisco de Assis, no bairro do Santos Dumont, essa é uma situação que as pessoas não deveriam levar em conta.
“Apenas o Pai sabe o dia certo, a hora em que tudo pode mudar. Essa é uma situação que as pessoas estão colocando de forma errônea, assim também foi no início do século. Algumas pessoas querem apenas atormentar a sociedade, não é para ninguém ter medo e sim acreditar em Deus, que é quem sabe o momento certo”, disse Eduardo Tadeu.
1992
Essa não é a primeira vez que falam que o mundo vai acabar e, de acordo com o pastor Antônio Moura, tudo não passa de rumores. “Esses boatos são infundados. Isso é um falso alerta para a população, que acaba prejudicando de alguma forma a palavra de Deus, que está representada nas sagradas escrituras, a bíblia”, afirmou o pastor da Igreja Evangélica Batista Independente Shekinah.
“Em 1992 de acordo com o livro do antigo testamento outras religiões baseada nas sete semanas de Daniel também afirmaram que o mundo acabaria naquele ano, mas não aconteceu e esses rumores acabam sendo prejudiciais e desestruturam as pessoas. Nós estamos preparados sim para a volta de Cristo”, relatou o pastor.
Alagoanos não acreditam no fim do mundo
Para o comunicólogo Rafael Maynart, o fim do mundo não passa de especulações. "Não acredito que o mundo irá acabar hoje. Foram várias previsões feitas pela civilização Maia e em uma dessas previsões, está a do dia 21 de dezembro que foi utilizada, recentemente no filme ‘2012’. Se o mundo for acabar, acredito que seja de forma lenta e não de uma vez só, como é o previsto”, contou Maynart.
Gisely Santos também não acredita no fim do mundo. “O mundo só terá fim quando Deus, nosso único criador, resolver banir a humanidade. Com tantas tragédias que acontecem diariamente, para algumas pessoas pode-se considerar o fim do mundo. Foi assim que aconteceu no ano 2000 todo mundo pensando que o mundo iria acabar se preparando para morte, onde algumas pessoas tentaram até o suicídio, lamentável”, opinou.
Ela disse ainda que quando soube que o mundo poderia acabar no ano de 2012, não ficou preocupada. “No entanto nesses últimos dias em que se aproxima a data tão falada, tenho visto lido muitas matérias na qual falam que vão acontecer vários desastres naturais. Muitas vezes fico pensando: Será mesmo? Desde quando assisti o filme 2012 fiquei impressionada com toda tragédia que aconteceu no filme”, finalizou Gisely.
