Quem diz que vida de criança é fácil, está enganado. São dez meses de compromissos diários: acordar cedo, ir à escola, responder dever de casa, praticar esporte... Atividades nem sempre bem aceitas por eles, mas importantes para o desenvolvimento intelectual e até mesmo da maturidade. Então, chega o período de férias e tudo o que eles mais querem – e precisam – é de merecido descanso. E muita diversão.
É o que orienta a psicóloga do Hapvida Saúde, Luzimari Dantas. “Os pais têm de entender que as férias são para curtir mesmo e se distanciar da rotina equilibrada do período letivo, onde as crianças são constantemente cobradas”, alerta. Durante este tempo livre é importante dar continuidade a algumas rotinas básicas, mas também saber ser flexível, afinal, o momento é de ‘quebrar um pouco as regras’.
“A higiene deve ser estimulada, em qualquer ocasião, mas não é preciso fixar horários para tomar banho, por exemplo. Eles entendem bem que este período lhes dá maior liberdade que aquele em que ocorrem as aulas”, explica. Uma excelente maneira de melhorar a comunicação entre pais e filhos, e aproveitar as férias sem dor de cabeça, é determinar, juntos, as regras que deverão ser seguidas. “As coisas são um grande problema quando os pais fazem delas um grande problema”, aconselha Luzimari.
Se as férias dos responsáveis não se chocam com as dos filhos, possibilitá-los mudar de ambiente é uma opção saudável. Casas das avós ou tios, viagens com amiguinhos e colônias de férias estão entre as alternativas viáveis e acessíveis. Assim, as crianças ocupam o tempo com atividades agradáveis, que desenvolvem características como extroversão e criatividade.
“Muitas crianças aproveitam o tempo livre trancadas no quarto assistindo televisão ou jogando no videogame ou no computador. Com uma proposta como oficina de música especial de férias, eles realizam atividades musicais cuja finalidade principal é entreter, mas também com a possibilidade de aprender”, diz a musicoterapeuta Débora Cestaro.
Apesar de brincar, se divertir e curtir muito, a criança é ciente de que esses dias de abertura são contados e a rotina cotidiana puxada vai retornar com a volta às aulas. Por este motivo os pais devem ser mais compreensíveis. “Faz parte da natureza deles”, lembra a psicóloga do Hapvida Saúde.









