O senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL) não tem dado “ponto sem nó” - como se diz no jargão popular - e colocou mesmo o bloco na rua com o foco no ano de 2014. Alguém duvida disto?

Collor quer ser o senador do PT em Alagoas. Desta forma contar com os apoios de Luis Inácio Lula da Silva e a atual presidenta Dilma Rousseff. E aí, mais uma vez, aos petistas alagoanos caberá o papel de coadjuvantes no processo, tendo no máximo candidatos a deputados estaduais e federais.

O partido que está no comando do país - em Alagoas - é “escada” para uma aliança que pode envolver Fernando Collor de Mello e - se depender do petebista - o senador Renan Calheiros (PMDB) e o PDT de Ronaldo Lessa, com este disputando algum cargo do Legislativo. E olha só, Lessa com a ajuda de petistas para se eleger.

Indagação: o PT soma, mas só e apenas soma!? Pode trabalhar, evidentemente na recondução de Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT) para a Câmara Federal. Afinal, o petista assume a cadeira já em 2013 e tem um ano pela frente para trabalhar seu projeto político. Pode também fazer cadeiras na Assembleia Legislativa. Por lá, tem bancada: Judson Cabral - entre os históricos do partido - Ronaldo Medeiros e o “eloquente” Marquinhos Madeira.

Agora, no xadrez para 2014, Fernando Collor de Mello não esconde: deseja a solidificação da frente de oposição ao atual governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que é seu maior desafeto político neste momento. Collor tem batido em Vilela quase que diariamente. Será coincidência o fato de disputarem o Senado Federal em 2014?

A frente que Collor espera unir é formada por PMDB, PTB, PDT, PRB, PRTB e PV. Represetantes destes partidos - inclusive o senador petebista - estiveram almoçando juntos no dia de hoje. Comentei em posts passados. Porém, foi agora a noite que Fernando Collor deixou ainda mais externado seu desejo: ver Renan Calheiros candidato ao governo do Estado ao seu lado.

“O senador Renan Calheiros ser candidato ao governo do Estado de Alagoas é algo natural. É uma candidatura que nasce forte e vitoriosa neste grupo e os partidos pensam assim. Temos que aguardar a decisão de Calheiros, que hoje articula a presidência do Senado Federal. Acho que o Palácio do Planalto daria todo o apoio a ele”, colocou. Falta saber se isto já está combinado com senador Renan Calheiros.

Afinal, se fala também em uma possível reaproximação entre Calheiros (um dos grandes articuladores pragmáticos da política brasileira) e Vilela. Collor não acredita nesta possibilidade. Já disse isto aqui também. “O sentido da frente é absolutamente o contrário: o da oposição”.

Quando falei com Calheiros sobre 2014, durante a convenção do PMDB, ele me disse que o partido dele tem musculatura para lançar candidatos para todos os cargos, desde o governo do Estado ao Senado Federal. Não deixa de ser uma verdade dentro do atual quadro do partido: o deputado federal Renan Filho (PMDB) pode despontar para o Palácio República dos Palmares, ou até mesmo o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB), que também tem perfil para ser senador, deputado federal e até mesmo estadual.

Para a Câmara Federal, o PMDB pretende montar uma forte chapa. Para estadual, também há nomes, como os atuais que lá já estão, além de outros que chegam como possibilidade. É o caso de Melina Freitas. É claro que o PMDB vai compor. É claro que não vai preencher uma chapa puro-sangue. Mas, quando Renan Calheiros mostra o leque é o mesmo que dizer: gente, sem pressa para decidir.  

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